Quase 2 mil profissionais da rede de ensino testaram positivo para Covid-19 em SP

Dos casos confirmados, 34 terminaram em mortes, sendo que 21 deles eram professores. Entre os estudantes foi registrada uma morte, em Campinas

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Um balanço feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), e divulgado nesta sexta-feira (05), mostrou que 1.952 pessoas profissionais, que atuam em 908 escolas da rede estadual pública de ensino de São Paulo, testaram positivo para Covid-19 desde que as aulas presenciais voltaram.

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De acordo com a Apeoesp, os dados começaram a ser compilados no dia primeiro de fevereiro, e inclui diretores, professores, inspetores e alunos, entre outros. Segundo o relatório, dos casos confirmados, 34 terminaram em mortes – 21 eram professores. Entre os estudantes foi registrada uma morte, em Campinas, no interior do estado.

Aulas presenciais no estado 

As aulas presenciais para os 3,3 milhões de alunos matriculados na rede estadual voltaram no dia 8 de fevereiro. A Apeoesp é contra este retorno e tem feito diversas manifestações na capital paulista. De acordo com a entidade, o correto seria suspensão das aulas até que a pandemia esteja controlada ou até que os professores estejam vacinados.

No mês passado, a Secretaria estadual da Educação divulgou um balanço em que confirmava 741 casos de Covid-19 nas escolas do estado. Este balanço englobava todas as redes de ensino, tanto privadas, quanto as estaduais e municipais.

Escolas abertas, mas presença facultativa 

Por conta do agravamento da pandemia da Covid-19, a gestão do governo de São Paulo, João Doria (PSDB), decidiu que todo o estado passará, a partir deste sábado (06), para a fase vermelha e mais restritiva do plano que visa frear a disseminação do vírus.

Dentro os serviços que estão autorizados a funcionar estão as escolas. Todavia, a presença dos alunos não será obrigatória. Isso porque o governo de São Paulo diz que manterá as unidades abertas, principalmente, para crianças em situação de maior vulnerabilidade.

“Neste momento, as escolas estarão abertas para quem mais precisa. Quem puder ficar em casa, não circular, que deixe seus filhos em casa”, alertou o secretário estadual da saúde Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva concedida durante esta semana.

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