Eleições 2022: Quais são as possibilidades para a ‘terceira via’?

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É quase certo que Lula (PT) e Bolsonaro (sem partido) disputem a presidência em 2022. Se isso acontecer, existe uma grande chance de os dois candidatos irem juntos para o segundo turno,  o que desagrada boa parte dos políticos e dos eleitores. Por esse motivo, partidos de centro-esquerda e de centro-direita estão procurando uma terceira via para fazer frente a esses dois candidatos.

Alguns nomes importantes, como FHC, já falaram o que pensam sobre a terceira via. Para o ex-presidente, essa nova opção precisará ser polarizada para alcançar o público necessário. Por outro lado, na visão de Bruno Araújo, presidente do PSDB, o essencial é conquistar a “maioria silenciosa”, as pessoas que não querem a volta de Lula, mas não querem reeleger Bolsonaro.

De acordo com a última pesquisa de intenção de votos, esses dois possíveis candidatos estão tecnicamente empatados.

Negociando a terceira via

Apesar do desejo de encontrar um candidato forte o bastante para enfrentar esses dois nomes em 2022, as divergências entre os partidos estão sendo um problema para a negociação.

Pablo Vieira, cientista político pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), explicou que “O que faltou para esses nomes de centro foi a definição de um programa mínimo de governo e de convergências. As articulações travaram quando todos os nomes estavam dispostos a ser esse candidato único e angariar todos os apoios, mas me parece que nenhum pretendia abrir mão do seu próprio nome para apoiar o outro”.

Até o momento, alguns nomes já foram levantados, mas nada que tenha a capacidade de personificar a tão sonhada terceira via. Aparentemente, o único consenso entre esses partidos é que, pelo menos no primeiro turno, nenhum deles apoiará Lula ou Bolsonaro.

Quais são as opções?

Agora que Luciano Huck (sem partido) e João Amoedo (Novo) oficialmente desistiram da corrida presidencial, as opções estão ainda mais delicadas e escassas.

Ciro Gomes (PDT), que também disputou as eleições presidenciais em 2018, pode tentar se eleger mais uma vez em 2022. Apesar de não ter nada confirmado sobre isso, ele é uma das opções consideradas para a terceira via. Em contrapartida, Gomes não conseguiu boa adesão no campo de centro e centro-direita, e divide com Lula o apoio da centro-esquerda.

João Dória (PSDB) talvez pense em se candidatar, mas não é um nome que está sendo considerado com muita empolgação. Nos últimos anos, Dória perdeu carisma político tanto com a esquerda, quanto com a direita, e isso o torna um candidato fraco para as próximas eleições.

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da saúde de Bolsonaro, disse que pode concorrer à presidência e participará ativamente da corrida eleitoral. De qualquer modo, Mandetta parece ainda não ter decidido se vai manter o plano de candidatura ou não.

Tasso Jereissati, por sua vez, tem sido um nome bem cotado pelo PSBD e também tem chance de disputar a presidência em 2022. O possível candidato foi governador do Ceará e até recebeu apoio de FHC para sua possível candidatura. Porém, para conseguir ir adiante na corrida presidencial, ele deve convencer a ala de centro-direita que é o candidato ideal para ser a terceira via.

Ao que tudo indica, alguns desses candidatos tentaram se unir para formar uma candidatura única. Entretanto, a maior parte das negociações não funcionou e agora a tendência é uma pulverização de candidaturas.

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