Protestos em lojas do Carrefour viram tema de debate polêmico na internet

Nas redes sociais, internautas se dividem sobre a necessidade de se quebrar vidros de supermercados em protestos contra rede Carrefour

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Um dia depois da morte do homem negro, João Alberto, o Brasil está discutindo fortemente a necessidade de se depredar lojas do Carrefour em protestos contra o racismo no Brasil. O debate ganhou muita polarização nas últimas horas.

Uma parte da população acredita que o quebra quebra não é justo. Essas pessoas, aliás, afirmam que a violência não vai ajudar em nada. “São vândalos”, disse uma internauta. “Eles não estão realizando uma revolta. Estão apenas quebrando tudo”, completou.

Por outro lado, muitas pessoas afirmam que a quebradeira faz parte de um processo de revolta. Um desses internautas chegou a afirmar que esse era um grito de basta. “Essas manifestações estão mandando um recado para o estado, que é racista e não quer aceitar isso”, disse esse outro internauta.

Uma usuária do Twitter entrou na discussão. Ela argumentou que esses atos só prejudicam o trabalhador. “A esquerda afirma que está defendendo a população. Como? Queimando os seus locais de trabalho? Aliás, quem vocês acham que vai pagar por isso?”, questionou a usuária.

Mas outro usuário da mesma rede social retrucou. “Dezenas de negros sofrem assassinato nesse país todos os dias. Mas a comoção das pessoas é apenas quando se quebra um supermercado. Isso acontece porque nossa vida vale menos do que uma prateleira”, respondeu esse homem, que é negro.

Carrefour

Na sexta-feira (20) e nas primeiras horas desta sábado (21) várias cidades do país registraram protestos contra a morte de João Alberto. Em um vídeo, aliás, ele aparece recebendo vários espancamentos pelos guardas.

A investigação ainda está longe de terminar. Mas grupos de defesa dos direitos humanos já afirmam que independente de qualquer coisa, nada justificaria o assassinato brutal do homem negro naquele exato momento.

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