Promotora que acusou mulher negra pisada no pescoço por PM pede para a Justiça não receber denúncia

A vítima da agressão dos agentes da PM foi acusada por infração de medida sanitária preventiva, desacato, resistência e lesão corporal

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Depois de ter denunciado a mulher negra vítima de violência policial em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, a promotora Flavia Lias Sbogi voltou atrás e pediu para que a Justiça não receba a denúncia. Assim como publicou o Brasil123, a promotora havia denunciado a mulher na terça-feira (19).

Na sexta (22), Flavia enviou à Justiça um documento pedindo mais tempo para que ela possa analisar o caso antes que processo criminal contra mulher fosse aberto.

“Considerando que a denúncia ainda não foi recebida e a existência de fatos novos, requeiro nova vista dos autos para melhor análise”, afirmou Flavia Lias Sbogi. Os fatos novos dito por ela foi a revelação de que a Justiça Militar teria denunciado os agentes da Polícia Militar (PM) envolvidos no caso.

Mulher agredida

O caso em questão se trata da agressão sofrida por uma mulher negra durante uma ocorrência em maio de 2020. À época da confusão, vídeos divulgados pelo programa “Fantástico”, da “TV Globo”, mostraram a ação dos agentes da Polícia Militar (PM). Na ocasião, a mulher disse à emissora carioca que, quanto mais ela se debatia, mais o agente apertava a botina em seu pescoço.

Mesmo assim, a promotora resolveu denunciar a vítima, dizendo que ela é suspeita de ter cometido quatro crimes:

  • Infração de medida sanitária preventiva;
  • Desacato;
  • Resistência
  • E lesão corporal contra os policiais militares.

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A vítima da agressão dos agentes da PM é acusada por infração de medida sanitária preventiva, desacato, resistência e lesão corporal. (Foto: reprodução)

Segundo a promotora, a denúncia ocorreu porque o caso aconteceu por conta do desrespeito da mulher negra e outros dois homens às medidas sanitárias vigentes à época.

Todavia, um fato na história causou estranheza: a denúncia da promotora leva em conta a versão dada pelos agentes da PM no dia do fato, sem que as imagens tivessem vindo à tona. O problema é que, de acordo com uma denúncia do Ministério Público Militar, os policiais mentiram na delegacia.

Hoje, os agentes são investigados por lesão corporal, abuso de autoridade, falsidade ideológica e inobservância de regulamento. Hoje, eles estão livres e afastados das atividades de rua da PM – eles estão trabalhando internamente na corporação. Até o momento, ainda não há a informação se a Justiça vai ou não acatar o pedido da promotora.

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