Promotor será investigado por ser contra prisão de PMs envolvidos em execução gravada

O promotor decidiu manter os agentes da PM em liberdade, mesmo com a corregedoria da corporação pedindo que os policiais fossem para a cadeia

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A Corregedoria do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investigará o promotor do caso envolvendo os nove policiais acusados de participarem de uma execução durante uma ação em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Essa investigação acontecerá porque o promotor Luiz Fernando Ambrogi decidiu manter os agentes da Polícia Militar (PM) em liberdade. Isso, mesmo com a corregedoria da corporação pedindo que os policiais fossem para a cadeia.

O caso aconteceu em setembro deste ano quando agentes o 3° Batalhão de Ações Especiais (Baep). Na ocasião, os policiais perseguiram um grupo de assaltantes formado por jovens.

Quando eles estavam rendidos, dois deles foram atingidos com tiros disparados pelos agentes: Vinicius David de Souza Castro Gomes, de 20 anos, levou três tiros de fuzil e morreu na hora. Já o outro atingido, um adolescente, estava de colete e sobreviveu.

Durante as investigações da ação, que foi gravada, os investigadores conseguiram constatar que, além de terem executado o jovem desarmado, rendido com as mãos na cabeça, os policiais também adulteraram a cena do crime incluindo armas.

No entanto, ao receber o relatório de mais de 400 páginas da corregedoria, que alega que os policiais cometeram os crimes de homicídio, fraude processual e prevaricação, Luiz Fernando Ambrogi decidiu negar o pedido de prisão.

O promotor decidiu manter os agentes da PM em liberdade, mesmo com a corregedoria da corporação pedindo que os policiais fossem para a cadeia
O promotor decidiu manter os agentes da PM em liberdade, mesmo com a corregedoria da corporação pedindo que os policiais fossem para a cadeia. (Foto: reprodução)

Para o promotor, as provas “ainda não permitem identificar de forma mais detalhada a ação de cada suspeito, havendo necessidade de um maior aprofundamento nas investigações”.

Não suficiente, ele também alegou que os policiais tinham bons antecedentes e eram primários – dois dos agentes têm histórico de intervenção com morte. Uma dessas ações foi contra dois jovens mortos dentro de sua casa, após resistência policial.

Em nota, o MP relatou que não teve acesso às imagens antes da decisão. No entanto, o relatório feito pela corregedoria apresenta apontamentos acompanhados dos prints dos trechos do vídeo como a cena em que o jovem está com as mãos na cabeça quando é baleado e do policial carregando uma arma.

Leia também: Polícia pede prisão de dupla da PM acusada pela morte de jovem com câncer agredido em abordagem

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