Projeto quer punir servidor público que não tomar vacina contra Covid-19

Ideia é que o servidor sofra punições administrativas caso se recuse a tomar a vacina contra a Covid-19. Autor do projeto é do PP

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Um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados quer punir o servidor público que não tomar a vacina contra a Covid-19. De acordo com a ideia, aquele servidor que não se imunizar poderá sofrer sanções administrativas.

De acordo com o projeto, as punições só poderão existir ao fim de todas as etapas do Plano Nacional de Imunização do Governo Federal. É que, como se sabe, não tem vacina para todo mundo. Então a ideia é seguir as etapas daquela vacinação.

Dessa forma, o servidor não teria que correr para tomar a vacina e sim esperar que a sua vez chegue. Imagine um empregado de 30 anos, por exemplo. Ele não faz parte do grupo prioritário. Logo, ele não passaria por punição se não tomar a vacina nesse primeiro momento.

Mas ao final de todas as etapas ele teria que tomar. E para não sofrer nenhum tipo de punição, ele teria que apresentar a sua carteira de vacinação com a prova de que ele está imune. O projeto em questão valeria para todos os servidores.

Então não importa se você é efetivo, comissionado ou temporário. Você teria que tomar a vacina se não quisesse sofrer uma punição no trabalho. O deputado federal Fausto Pinato, do PP de São Paulo, é o autor do projeto.

Vacina no servidor

Curiosamente, Fausto Pinato é de um dos partidos da base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não citou o presidente, mas criticou sua postura diante da vacina. “Instalou-se no País a politização da vacina, alimentada com notícias falsas e negacionismo por parte de líderes políticos e governamentais, os quais influenciam muitos brasileiros a não se imunizar”, disse o deputado.

“Os servidores públicos também são alvos desta onda negacionista, o que é perigoso e controverso, pois a não-imunização de uma parcela deles pode afetar, futuramente, o trabalho de retorno às atividades presenciais nos órgãos públicos”, completou ele em entrevista para o site oficial da Câmara dos Deputados.

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