Projeto quer obrigar SUS a diminuir tempo de espera para consultas

De acordo com a ideia, os tempos de espera teriam que obrigatoriamente passar por uma diminuição no Sistema Único de Saúde (SUS)

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Quanto demora para se realizar uma consulta no SUS? Essa é uma pergunta difícil e que tira o sono de muitos brasileiros. Isso porque a verdade é que demora. Em muitos casos, a espera pode durar vários meses. Um projeto quer mudar isso.

Esse projeto em questão é do deputado Deuzinho Filho, do Republicanos do Ceará. De acordo com ele, a ideia é obrigar o Sistema Único de Saúde a ter um prazo para esses atendimentos. E não seriam prazos grandes.

A ideia é que, no geral, as consultas demorem no máximo 15 dias para acontecer. Esse tempo inclui o prazo do agendamento até a realização da consulta. Em caso de ultrapassagem desse limite, o SUS poderia passar por uma punição.

Além disso, o projeto afirma que esse prazo de 15 dias cai para apenas 3 dias para idosos, doentes crônicos, gestantes e pessoas com necessidades especiais. Crianças de até 10 anos com doenças graves teriam prazo de 10 dias para atendimento.

  • Consultas em geral – 15 dias (máximo).
  • Idosos, gestantes, doentes crônicos e pessoas com necessidades especiais – 3 dias (máximo).
  • Crianças com até 10 anos com doenças graves – 10 dias (máximo).
  • Cirurgias eletivas – 60 dias (máximo).

O deputado ressalta que atendimentos de urgência ficariam de fora dessas regras. Isso porque, como o nome já diz, esses seriam atendimentos que precisam ser atendidos rapidamente. Ou seja, não exigiram prazos.

Consultas no SUS

Mas muita gente da área de saúde criticou o projeto. É que, seja como for, o projeto não dá detalhes concretos sobre as mudanças que poderiam acontecer. Ou seja, não se sabe como o SUS poderia colocar todas essas regras em prática.

Médicos e outros profissionais de saúde afirmam que a demora de atendimento no SUS não se trata de uma questão de falta de vontade ou de organização, mas de falta de recursos e estrutura. Ou seja, eles afirmam que os políticos não poderiam exigir eficiência se eles “não investem nos recursos”.

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