Procon encontra diferença de 714% em preços de medicamentos em Campo Grande (MS)

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Em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, os medicamentos apresentam grande variação de preços, conforme levantamento realizado pela equipe de pesquisadores da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS). Com isso, percebe-se que tal discrepância de valores reforça a necessidade do consumidor pesquisar os preços antes de adquirir produtos farmacêuticos.

Durante o período da pesquisa, efetuada entre 20 de setembro a 13 de outubro, foram pesquisados 180 itens em 15 estabelecimentos. Destes, 166 foram liberados para divulgação dos preços. Isso porque os demais produtos não foram encontrados em, pelo menos, três dos locais visitados.

Entre os preços verificados está o da Ivermectina, um dos produtos mais procurados no momento. A diferença chegou a 100%, uma vez que em uma farmácia estava sendo vendida a R$ 36,00, enquanto em outra a R$ 18,00.

Os pesquisadores encontraram diferença de 714% (a maior) para Citrato de Sildenafila (genérico) de 25 miligramas, com quatro comprimidos, encontrado por R$ 8,00 em uma farmácia localizada na rua Johannesburgo e por R$ 65,14 na farmácia da rua Marechal Rondon.

De acordo com a Secretaria da Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS), a pesquisa é realizada anualmente e, para liberar maior quantidade de informações, a equipe do Procon Estadual estabeleceu termos comparativos entre o levantamento realizado no ano passado (2019) e neste ano. “Com isso, ficou constatado que dos 145 itens considerados, 99 sofreram aumentos que chegam a 41,75%, como é o caso de Butilbrometo de escopolamina + Dipirona sódica 10+ 250 mg (genérico) com 20 comprimidos”, informou a SES-MS.

Entre os produtos com maior queda nos preços, o destaque está para o medicamento Acetato de Dexametasona (cortitop) creme de 1mg, em embalagem de 10 g, que registrou preço 288,46% menor. No ano passado, seu valor para venda era de R$ 13,13, e neste ano foi encontrado por R$ 3,38. “O trabalho realizado demonstra que, também em se tratando de medicamentos, é sempre salutar pesquisar preços”, afirma a secretaria.

Com informações da SES-MS

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