Privatizações deste ano só criam emprego em 2022, dizem analistas e governo

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De acordo com o governo e especialistas, as concessões e privatizações de aeroportos, portos e uma linha de ferrovia realizadas na semana passada irão gerar empregos somente no próximo ano, em 2022. Apesar da crise brasileira e da queda de 4,1% do PIB, produto interno bruto, os empresários mostraram que pretendem investir no país a longo prazo.

O Ministério da Infraestrutura afirma que não prevê crescimentos para esse ano e que deve começar somente no próximo, de forma mais lenta. Em suma, somente na semana passada o governo conseguiu arrecadar mais de R$ 3,5 bilhões com os leilões, esse valor ainda é muito inferior ao do auxílio emergencial que deve injetar mais de R$ 44 bilhões na economia. 

Neste ano, ainda devem realizar mais 22 leilões que devem incluir aeroportos e também ferrovias. Tarcísio Freitas disse que futuramente, quando ocorrerem as privatizações, deve-se gerar mais de 2,9 milhões de postos.

O valor é positivo em um momento de crise já que o Brasil está na lista dos 15 países com maiores índices de desemprego. Além disso, saiu das dez maiores economias do mundo e foi passado tanto pelo Canadá quanto pela Rússia. 

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Falta de investimentos leva à privatizações

Em suma, de acordo com o Jornal UOL, as privatizações poderiam diminuir em até 20% o número de desempregados que já chegou em  mais 14 milhões. 

“O resultado desses leilões mostra que o Brasil continua estruturando bons projetos com racionalidade econômica, capazes de atrair o interesse de investidores com foco no longo prazo. Mas o impacto positivo desses projetos na economia vai levar um tempo”, acrescentou Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib.

De acordo com o Abdib, para que o país pudesse realmente crescer com as estatais, seria necessário o investimento de R$ 284,4 bilhões todos os anos. Contudo, o governo envia metade desse valor, apenas. Dessa forma, com tantos cortes, é comum que o desempenho e infraestrutura se encontrem prejudicados. 

O único investimento que está quase de acordo com o necessário é o de energia elétrica, mas que precisaria de mais R$ 3 bilhões. 

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