Presidente do Senado afirma que CPI da Pandemia é um equívoco

"A CPI poderá ser um papel de antecipação de discussão político-eleitoral de 2022, de palanque político", afirmou o ministro

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a Comissão Parlamentar de Inquérito conhecida, como CPI da Pandemia, determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), é um equívoco.

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Mesmo tendo essa opinião, o chefe do Senado relatou que vai instalar a Comissão, mas estando ciente que a CPI poderá ser usada como “palanque político” para as eleições de 2022.

“A CPI poderá ser um papel de antecipação de discussão político-eleitoral de 2022, de palanque político, que é absolutamente inapropriado para este momento da nação”, declarou Pacheco na entrevista.

A criação da CPI em questão foi solicitada em 15 de janeiro, quando senadores protocolaram o pedido a fim de que as ações e omissões do governo Jair Bolsonaro (Sem Partido) na crise sanitária fossem analisadas.

Rodrigo Pacheco também chamou atenção para o modo como a comissão iria se reunir. Para ele, um grupo se reunindo de forma presencial, no momento atual da pandemia, vai expor todos: senadores, servidores e pessoas que eventualmente sejam convocadas para prestar depoimento.

“Eu considero que é uma decisão equivocada, que invoca precedentes inadequados para o momento do país”, declarou Pacheco. “O Brasil hoje está num momento de absoluta excepcionalidade, talvez a maior da nossa história, não da nossa geração, mas da nossa história de brasileiros. Então, isso foi desconsiderado pela decisão”, relatou o chefe do Senado.

CPI da Pandemia já na semana que vem 

Mesmo visivelmente contrariado, Rodrigo Pacheco relatou que a decisão será cumprida a partir da próxima semana, na primeira sessão da casa. “Será lido o requerimento. Já determinei aos partidos que indiquem os seus membros. Repito: cuidarei para que o funcionamento da CPI possa garantir a saúde dos senadores, dos servidores e daqueles que sejam intimados a comparecer”, relatou ele.

Por fim, ele ainda relatou que não irá esperar o plenário discutir sobre o assunto, visto que a decisão de implementar uma CPI foi dada monocraticamente pelo ministro Luís Roberto Barroso.

“Essa é uma decisão interna corporis do STF e eu não interfiro em questões interna corporis do STF. Cabe ao STF decidir. Eu, uma vez notificado da decisão do ministro Barroso, eu a cumprirei, cuidando de dar segurança sanitária aos senadores que venham participar”, finalizou.

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1 comentário
  1. […] No entanto, isso não deve interferir muita coisa, visto que, conforme publicou o Brasil123, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) relatou que não irá esperar o plenário discutir sobre o […]

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