Presidente da CPMI das fakes news declara que argumentos contra a comissão são banais

Senador Ângelo Coronel preside a comissão do senado

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O presidente da comissão parlamentar de inquérito (CPMI), o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) em entrevista ao UOL, declarou sobre o futuro da comissão, objetivos e ataques sofridos. O senador declara que o objetivo é encontrar os mentores e financiadores e minimizar os efeitos das fake news em futuras eleições.

O Coronel, declarou que devido a pandemia e a pausa das atividades parlamentares a comissão conseguiu ser prorrogada por mais 180 dias e que aguarda os requerimentos de quebras de sigilo e convocações. No entanto, necessita do retorno das atividades presenciais, para conseguir autorização as investidas da comissão.

Durante a entrevista, o presidente explicou os impasses com o Whatsapp, o qual utiliza criptografia. Porém, segundo o ofício enviado como resposta a comissão, se nega a fornecer as mínimas informações dos usuários investigados. Declarando que a empresa cumpre as legislações da corte americana. Ângelo questionou que a empresa por ter sede no Brasil, tem o dever de cumprir a legislação nacional e que aguardava a resposta do segundo comunicado enviado pela CPMI.

Já o facebook, enviou os registros do IPs identificados como origem de fake news, permitindo identificar um computador, no gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da república. Email registrado, reforçou a prova da origem da emissão das notícias falsas.

O senador afirma que o posicionamento de Eduardo e Carlos contra a CPMI, como ações no STF e depreciação nas redes sociais mostram vulnerabilidade, indício de envolvimento e desserviço a população. Coronel, informou que até o momento, Carlos Bolsonaro não foi identificado como suspeito de ser financiador ou regulador das fake news. Mas já existe um requerimento para convoca-lo a depor para a CPMI,  e que o congresso, ao retomar as atividades, irá apreciar o requerimento.

Segundo relatou na entrevista, ao final das investigações, os relatórios irão apresentar a verdade e que o colegiado atua com componentes de todas as vertentes políticas e que as pautas são escolhidas através de uma votação entre os entes da comissão.

Coronel, relatou que a comissão não atua somente com contra fake news política e sim contra todas as fakes que tramitam contra pastas e informações de cunho público como: saúde, educação, economia entre outros. E que o maior objetivo a CPMI é coibir nas próximas eleições a interferência das fake news no país.

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