Presidenciáveis criticam governo Bolsonaro durante evento virtual

Fernando Haddad, Ciro Gomes, João Doria, Luciano Huck e Eduardo Leite participaram juntos de reunião virtual da "Brazil Conference" e criticaram governo Bolsonaro

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As incessantes críticas à conduta do governo de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia uniu cinco potenciais postulantes à presidência da República em 2022 na noite do último sábado (17).

Representando o Partido dos Trabalhadores, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad se juntou ao chamado “centro” em críticas a Jair Bolsonaro, durante evento realizado virtualmente.

João Doria, Eduardo Leite, Ciro Gomes e o apresentador Luciano Huck compuseram o painel do “Brazil Conference at Harvard & MIT” para debater os possíveis rumos do Brasil.

A Brazil Conference é organizada anualmente pela comunidade de estudantes brasileiros de Boston, nos Estados Unidos.

Pelo segundo ano consecutivo, a conferência contou com a parceria do grupo Estadão.

Considerados alguns dos principais candidatos à presidência da República em 2022, Doria, Ciro, Huck e Leite já haviam se unido em um manifesto em defesa da democracia, divulgado no último dia 31 de março.

O documento, no entanto, não incluiu o ex-presidente Lula, considerado o mais provável concorrente ao Palácio do Planalto no PT.

Ainda assim, um acordo por uma frente única no ano que vem é considerado difícil.

Brazil Conference

Os participantes do evento fizeram declarações duras contra Jair Bolsonaro sobre diversas questões.

As pautas mais confrontadas estiveram nas áreas educacional e ambiental do governo, mas principalmente em relação à condução federal no combate à pandemia do novo coronavírus.

Apesar de provocações pontuais e divergências no que consideraram as prioridades para a economia brasileira, o ambiente foi de enaltecimento mútuo os aplausos foram constantes.

Posicionamentos individuais

Doria chamou Bolsonaro de “fascínora genocida”.

Huck criticou a gestão do governo na área da educação e o que considerou irrelevância do ministro Milton Ribeiro.

Leite disse que o presidente não tem uma agenda clara para a economia, além de criticar o alarde feito com relação a repasses de recursos obrigatórios para os estados:

“Mentiras, fake news e desestabilização da relação com as polícias militares é sem dúvida uma forma de tentar subtrair poderes de governadores e de outras instituições. São os ataques ao STF e ao Parlamento”, afirmou Leite.

Haddad se recusou a elencar qualquer ponto positivo do governo federal.

Ciro Gomes afirmou que “2022 impõe aos brasileiros a tarefa de banir o bolsonarismo” da política e que Bolsonaro começa a se preparar para resistir a uma eventual derrota em 2022:

“O delírio de Bolsonaro é formar uma milícia para resistir de forma armada à derrota eleitoral que se aproxima”, afirmou Ciro Gomes de maneira contundente.

Em determinado momento, Fernando Haddad prestou solidariedade aos governadores paulista, João Doria, e gaúcho, Eduardo Leite, pelo ataques sofridos de Jair Bolsonaro.

O petista afirmou ser preciso um “pacto” em favor da democracia e classificou a conjuntura atual de retrocesso civilizatório.

“Eu queria terminar me solidarizando com os dois governadores aqui, que são do PSDB e que têm sofrido ataques indignos, intoleráveis. Um presidente que se porta da maneira como Bolsonaro frente a dois governadores de oposição porque (eles) querem para o país algo diferente do que o presidente está oferecendo não podem sofrer o tipo de ataque que estão sofrendo. Isso é indigno da nossa democracia. Não pode ser tolerado por nenhuma força política. Passou de todos os limites. Todo aqui merece ser respeitado”, afirmou Haddad.

O governador paulista agradeceu às palavras de Haddad, que administrou a prefeitura de São Paulo entre 2013 e 2016, e fez elogios ao petista.

Assista ao evento na íntegra.

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