Prefeito de Duque de Caxias é investigado por “intolerância religiosa”

Cinco entidades civis levaram representações ao Ministério Público do Rio de Janeiro por suposta "intolerância religiosa" do prefeito

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O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, está respondendo a uma investigação sobre um suposto ato de “intolerância religiosa”. De acordo com as informações oficiais, o Ministério Público do Rio de Janeiro está recebendo as denúncias.

Tudo isso está acontecendo por causa do discurso de posse do prefeito em questão ainda no último dia 1 de janeiro. Na ocasião, ele disse que adversários dele foram para “terreiros de macumba” para tentar derrubá-lo.

“É um Deus que não falha, é um Deus que desmoralizou todos os meus adversários. Eles foram no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), no STF (Supremo Tribunal Federal), no STJ (Superior Tribunal de Justiça), foram na esquina da macumba, foram a tudo quanto é lugar. Mas Deus jogou por terra, porque o nosso Deus é maior”, disse ele.

O termo “macumba” nesse contexto é visto como ofensivo pelas religiões de matriz africana. Além disso, esses grupos religiosos criticam o uso contínuo da referência ao culto deles como algo negativo, ou como algo para se fazer o mal.

Desde esse discurso, cinco entidades civis enviaram representações para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Eles pedem providências contra o prefeito. O MP-RJ ainda não se pronunciou sobre o processo em questão.

Prefeito de Duque de Caxias

O prefeito da cidade se defendeu. De acordo com ele, tudo não passou de um ato de “liberdade de expressão”. Ele disse ainda que respeita todas as religiões e que durante o seu mandato “provou isso”. O gestor fechou a nota dizendo que “foi reeleito justamente porque respeitava todo mundo”.

Washington Reis ganhou projeção nacional ainda no ano passado. Na ocasião, ele optou por deixar todas as igrejas abertas durante a pandemia. O argumento dele era que a cura viria de lá. Mas quando ele mesmo pegou a doença, ele preferiu ir se curar em um hospital.

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