Preços do petróleo disparam, após queda firme no último pregão

Demora na retomada da produção em alguns locais dos EUA impulsiona preços

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Os preços do petróleo voltaram a subir no pregão desta segunda-feira (22), após as quedas firmes na última sexta (18). E a mudança na trajetória dos valores aconteceu devido à expectativa de lentidão na retomada da produção da commodity em algumas regiões dos EUA.

A saber, durante a semana passada, os preços dos barris Brent e WTI atingiram as máximas em mais de um ano, puxados pelo rigoroso inverno no Texas. No entanto, até a última sessão da semana, os preços voltaram a cair por causa da retomada da produção de petróleo de xisto no sul dos EUA. Isso acabou não acontecendo, e os produtores de petróleo devem demorar pelo menos duas semanas para retomar produção de até 2 milhões de barris diários.

Em resumo, diversos estados sofreram com tempestades de neve e milhões de norte-americanos tiveram que enfrentar a falta de energia elétrica. A propósito, empresas de energia do Texas começaram a se preparar na última sexta para reativar os campos de óleo e gás, paralisados por causa do frio excessivo e da falta de eletricidade. Aliás, as tempestades de neve interromperam a produção do Texas, que chegava a 4 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo, segundo estimativas de analistas. Contudo, isso não aconteceu como esperado, e os preços voltaram a subir.

 

Veja mais detalhes dos preços

Diante deste cenário de incertezas e lentidão na retomada da produção, os preços dos barris voltaram a disparar. Assim, o barril do petróleo Brent teve forte alta de 3,70%, o que equivale a US$ 2,33. Com isso, o barril ficou cotado a US$ 65,24 para abril. Da mesma forma, o petróleo dos Estados Unidos (WTI) subiu 3,79% (ou US$ 2,25), e o preço do barril chegou a US$ 61,49 para março na Bolsa de Mercadorias de Nova York.

 

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