Preços do petróleo despencam mais de 2% com novos surtos da Covid-19 na China

Preocupação com pacote trilionário de estímulos também puxou os preços pra baixo

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A pandemia da Covid-19 continua afetando diversos setores econômicos ao redor do mundo. Por exemplo, nesta sexta-feira (15), o avanço de casos e mortes em todo o mundo figurou como o principal fator de cautela entre os investidores. Bolsas da Europa e da Ásia registraram uma semana de perdas, bem como o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira. Ao mesmo tempo, o dólar mostrou valorização crescente, especialmente hoje. E os preços do petróleo também não conseguiu escapar da influência negativa que a crise vem provocando.

Em resumo, os preços do petróleo tiveram forte queda de mais de 2% nesta sexta. Houve aumento de preocupações em relação à China, com cidades voltando a apresentar surtos de coronavírus. A saber, mais de 28 milhões de pessoas estão em lockdown no país asiático. Além disso, a China registrou nesta semana o maior número de casos da Covid-19 desde março do ano passado. Já na última quinta-feira (14), o país asiático confirmou oficialmente a primeira morte provocada por Covid-19 em oito meses.

 

Veja mais detalhes da queda dos preços

O preço do barril do petróleo Brent recuou 2,3%, com queda de US$ 1,32. Com isso, o barril fechou o dia custando US$ 55,10. Da mesma forma, o petróleo dos Estados Unidos (WTI) caiu 2,3% no dia, o que representa US$ 1,21 a menos. Assim, o barril ficou cotado a US$ 52,36. Estes resultados impactaram o valor acumulado na semana. Aliás, ambos os petróleos atingiram os maiores níveis em quase um ano no início desta semana. No entanto, com as recentes quedas, o petróleo Brent encerrou a semana com queda de 1,6%, enquanto o WTI recuou cerca de 0,4%. Estas foram as primeiras perdas semanais depois de duas altas seguidas.

Por fim, vale mencionar o pacote de quase US$ 2 trilhões anunciado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden. A circulação de mais dólares nos mercados tende a aumentar a demanda pelo petróleo. Contudo, alguns analistas estão receoso sobre a medida ser suficiente para alimentar a demanda. A propósito, a desvalorização atual do dólar e as altas dos mercados acionários estão diminuindo os preços do petróleo, aumentando, assim, a demanda, especialmente a chinesa.

 

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