Preço do óleo de soja fica 86,87% mais caro em 12 meses

Ao mesmo tempo, o preço do etanol disparou 65,24% no período, contribuindo também para a alta da inflação do país, medida pelo IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou ontem (9) os dados da inflação oficial do país em maio. A saber, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,83%, maior nível para o mês de maio desde 1996, quando o indicador subiu 1,22%.

E o que mais impulsionou a taxa elevada no mês foram os grupos habitação e transportes, principalmente por causa dos itens energia elétrica e combustível. Mas, nos últimos 12 meses, os preços que mais subiram foram o do óleo de soja, cuja taxa disparou 86,87%.

Por exemplo, se o óleo custava R$ 10,00 em maio de 2020, passou a custar R$ 18,68 em maio deste ano. É um aumento bastante expressivo, ainda mais por ser um alimento presente na maioria dos lares brasileiros. Isso indica que a população vem gastando mais para se alimentar do que o fazia um ano atrás.

Aliás, a disparada do óleo supera em mais de dez a variação acumulada pela inflação nos últimos 12 meses (8,06%). Em seguida, no ranking dos maiores acréscimos nos preços, vem o etanol, que encerrou o período com alta de 65,24%, ou oito vezes maior que a inflação.

A propósito, o etanol acabou ocupando o lugar do arroz, cuja variação chegou a 51,83%, quinta maior dos últimos 12 meses. O top cinco ainda traz o feijão-macáçar (fradinho), cujos preços ficaram 58,04% mais caros, e óleos e gorduras, com alta de 56,49%.

Confira mais detalhes da elevação dos preços nos últimos 12 meses

Em resumo, os preços que tiveram os maiores avanços, dentre os produtos com maior peso no IPCA, foram: os combustíveis (47,49%), com destaque também para a gasolina (45,80%), e as carnes (38%), sobretudo o músculo bovino (44,50%).

Em contrapartida, os produtos que tiveram as maiores reduções em seus preços foram: cenoura (-27,13%), cebola (-25,14%), transporte por aplicativo (-24,62%), passagem aérea (-20,70%) e batata-inglesa (-18,36%). Lembrando que todos estes resultados se referem às variações acumuladas nos últimos 12 meses.

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