Preço da cesta básica recua em 10 das 17 capitais pesquisadas em julho

Maior recuo ocorreu em Natal (-3,96%); cesta de São Paulo continuou como a mais cara do país, com um preço de R$ 760,45

0

A cesta básica do Brasil ficou mais barata em 10 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em julho. Em junho, os preços haviam caído em sete locais, mas o recuo no mês passado alcançou ainda mais capitais.

As quedas mais expressivas foram observadas em Natal (-3,96%), João Pessoa (-2,40%), Fortaleza (-2,37%) e São Paulo (-2,13%). Por outro lado, os acréscimos mais intensos ocorreram em Vitória (1,14%), Salvador (0,98%) e Brasília (0,80%).

Com o resultado de julho, a cesta de São Paulo permaneceu como a mais cara do país, custando R$ 760,45. Em seguida, ficaram as cestas de Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84), Rio Janeiro (R$ 723,75), Campo Grande (R$ 707,00) e Brasília (R$ 703,93).

Na ponta de baixo da tabela, a cesta mais barata do país foi novamente a de Aracaju (R$ 542,50). Outros três locais também tiveram cestas com preços mais acessíveis em junho: João Pessoa (R$ 572,63), Salvador (R$ 586,54) e Natal (R$ 587,58).

POUPANÇA: veja quanto está rendendo com a nova alta da SELIC

Cesta compromete mais da metade do salário mínimo

De acordo com o levantamento, alimentos básicos são aqueles necessários para as refeições de uma pessoa adulta durante um mês. O cálculo considera uma família composta por dois adultos e duas crianças.

A saber, a pesquisa estimou o valor do salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família. Em resumo, a análise levou em consideração a cesta básica de São Paulo, mais cara do país em julho. Nesse caso, o salário mínimo deveria valer R$ 6.388,55. Isso corresponde a 5,27 vezes o valor do salário mínimo vigente, de R$ 1.212,00.

A pesquisa comparou o preço da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, aquele que possui descontos referentes à Previdência Social. Atualmente, a taxa é de 7,5%, e está neste nível desde março de 2020 devido à Reforma da Previdência.

Assim, o levantamento revelou que o trabalhador comprometeu 59,27% do salário mínimo líquido para comprar alimentos básicos para uma pessoa adulta em julho. No mês anterior, o percentual havia ficado em 59,68%.

O Dieese também revelou que o tempo médio necessário para que um trabalhador adquira produtos da cesta básica chegou a 120 horas e 37 minutos em julho. No mês anterior, o tempo médio registrado havia sido de 121 horas e 26 minutos.

Por fim, as capitais pesquisadas pelo Dieese são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Leia também: Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023 poderá ser bancado por super ricos

Avalie o Artigo:
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.