Polícia do Paraguai e PF vão deflagrar uma ação conjunta após os ataques na fronteira

O anúncio desta operação acontece depois que uma série de execuções foi registrada nas cidades que fazem a fronteira entre o Brasil e Paraguai.

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A Polícia Federal (PF) e a polícia do Paraguai realizarão uma operação conjunta com o intuito de atuar na região de fronteira entre Ponta Porã, cidade brasileira localizada em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, munício paraguaio.

Esta ação conjunta foi revelada nesta quarta-feira (13) por Arnaldo Giuzzio Benítez, ministro do Interior do Paraguai, que afirma que o acordo com a PF permitirá que seja instalado um “comando”, que terá por objetivo a troca de informações entre as autoridades policiais, militares e de inteligência dos dois países.

O anúncio desta operação acontece depois que uma série de execuções foi registrada nas cidades que fazem a fronteira entre o Brasil e Paraguai. Somente na última semana, seis pessoas morreram.

Ao revelar o acordo, o ministro ainda disse que será instalado um esquema de trabalho responsável por incorporar diversos profissionais das seguintes forças de segurança do Paraguai: Força Tarefa Conjunta (FTC), Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) e forças táticas da Polícia Nacional, como a Força Especial de Operações Policiais (FOPE) e a Força Aérea.

Polícia do Paraguai e PF vão deflagrar uma ação conjunta após os ataques na fronteira
O anúncio desta operação acontece depois que uma série de ataque foi registrada nas cidades que fazem a fronteira entre o Brasil e Paraguai. (Foto: reprodução)

Mortes na fronteira

Assim como publicou o Brasil123, na última sexta-feira (09), um ataque culminou na morte de cinco pessoas. Dentre as vítimas estava filha do governador do estado de Amambay, no Paraguai. Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, que foi atingida por seis tiros. Além dela, também morreram:

  • Omar Vicente Álvarez Grance, um paraguaio de 32 anos, conhecido como “Bebeto”, foi atingido por 31 tiros;
  • E as brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos, que foi morta com 14 tiros e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos, atingida com dez disparos.

Um dia antes dessas mortes, foi a vez do vereador de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, Farid Afif (DEM), ser executado. Ele foi morto a tiros enquanto passeava de bicicleta.

De acordo com as investigações, apesar do modo de operação do crime ter sido parecido com a chacina na fronteira, o assassinato do vereador não está relacionado às outras quatro mortes causadas pelos pistoleiros.

Leia também: Polícia prende homem suspeito de ter “entregado” vítimas a pistoleiros em chacina na fronteira

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