Polícia deflagra operação contra quadrilha que falsificava documentos para venda de imóveis no Rio

As investigações apontaram que os bandidos conseguiram faturar, aplicando o golpe em apenas uma vítima, cerca de R$ 200 mil

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), uma operação que teve como objetivo prender integrantes de uma quadrilha acusada de fraudar documentos com o intuito de vender terrenos em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e também na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Em nota, a Polícia Civil relatou que, logo pela manhã, Natália Maria Diniz Ribeiro, uma tabeliã, foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De acordo com a entidade, as investigações mostraram que ela era uma das integrantes da quadrilha e responsável pela falsificação da documentação.

Segundo o delegado Ângelo Lages, pessoa à frente das investigações, o fato que mais chamou a atenção dos investigadores foi a participação da tabeliã, que é funcionária de um cartório de notas do Rio de Janeiro, pois, segundo ele, a suspeita dava credibilidade ao esquema.

Ainda conforme o delegado, a vítima era levada ao cartório para fechar a compra do terreno. Na ocasião, a suspeita, integrante da quadrilha, conferia toda a documentação e afirmava que estava tudo certo para que a vítima fizesse o pagamento.

“Nesse momento, a vítima já estava sendo ludibriada, pagando milhares de Reais e achando que estava fazendo o negócio jurídico perfeito quando, na verdade, estava sendo vítima de um golpe“, explicou Ângelo Lages, revelando ainda que as investigações apontaram que os bandidos conseguiram faturar, com apenas uma vítima, R$ 200 mil.

Além de ludibriar essas pessoas, explicou o delegado, a suspeita presa também ajudava a quadrilha a identificar quais terrenos poderiam ser usados no golpe. “Ela ajudava, inclusive, na escolha dos alvos do esquema”, detalhou.

Por fim, a informação é que a ação deflagrada nesta quinta tinha como objetivo cumprir oito mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Até a última atualização da Polícia Civil, sete pessoas haviam sido presas, incluindo Pedro Gatto Júnior, apontado como o chefe da quadrilha.

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