PIB do Brasil no primeiro trimestre foi melhor que os de Japão, China, França, Itália e Reino Unido

A alta de 1,2% do PIB brasileiro nos primeiros três meses de 2021, é melhor que os resultados obtidos por países poderosos

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A alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro divulgada no início do mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vem dando o que falar por vários motivos. Em primeiro lugar a euforia se instalou pelo fato de que, por conta da pandemia de coronavírus que assola o mundo desde o ano passado, as projeções para crescimento da economia nacional eram tímidas.

Os gastos públicos em alta, o aumento do endividamento e as incertezas do cenário político tanto nos Estados quanto na União, são mais problemas que acabam enfraquecendo o investimento público para aquecimento da economia.

Nem tudo está perdido

Apesar do cenário desolador que enfrenta o mundo, aqui no Brasil o crescimento do PIB se dá por vários fatores que são característicos da economia brasileira. O agronegócio, por exemplo, foi um dos campeões dentre os setores que ajudaram a levantar o Produto Interno Bruto do país, mesmo com o recrudecimento da pandemia no início deste ano.

Outro dado interessante foi o aumento da abertura de empresas, o que indica uma movimentação maior de trabalhadores e trabalhadoras que perderam seus empregos e agora buscam empreender. O Auxílio Emergencial que o Governo Federal cedeu à dezenas de milhões de pessoas também ajudou na injeção de dinheiro e aquecimento da economia popular em sua base.

Na frente de gigantes

Toda essa força e resistência da economia nacional ganhou um símbolo. A taxa de 1,2% de superávit no PIB do primeiro trimestre, coloca o bom resultado do Brasil na frente dos alcançados por gigantes como Japão, China, França, Itália e Reino Unido.

A constatação deste dado interessante se deu através de uma lista que trás os números do PIB do primeiro trimestre de 50 países divulgada pela Austin Rating, que é uma agência classificadora de risco de crédito brasileira. Na lista, o Brasil figura na 19ª posição. Confira:

  1. Croácia: 5,80%
  2. Hong Kong: 5,40%
  3. Estônia: 4,80%
  4. Chile: 3,20%
  5. Cingapura: 3,10%
  6. Taiwan: 3,10%
  7. Colômbia: 2,90%
  8. Romênia: 2,80%
  9. Malásia: 2,70%
  10. Bulgária: 2,50%
  11. Lituânia: 2,00%
  12. Chipre: 2,00%
  13. Hungria: 2,00%
  14. Turquia: 1,70%
  15. Estados Unidos: 1,60%
  16. Coreia do Sul: 1,60%
  17. Eslovênia: 1,40%
  18. Canadá: 1,40%
  19. Brasil: 1,20%
  20. Polônia: 1,10%
  21. Bélgica: 1,00%
  22. Suécia: 0,80%
  23. México: 0,80%
  24. China: 0,60%
  25. Filipinas: 0,30%
  26. Tailândia: 0,20%
  27. Itália: 0,10%
  28. Tunísia: 0,10%
  29. Peru: 0,00%
  30. França: -0,10%
  31. Finlândia: -0,10%
  32. Arábia Saudita: -0,10%
  33. República Tcheca: -0,30%
  34. Suíça: -0,50%
  35. Holanda: -0,50%
  36. Espanha: -0,50%
  37. Noruega: -0,60%
  38. Indonésia: -1,00%
  39. Ucrânia: -1,10%
  40. Áustria: -1,10%
  41. Japão: -1,30%
  42. Dinamarca: -1,30%
  43. Reino Unido: -1,50%
  44. Israel: -1,70%
  45. Letônia: -1,70%
  46. Eslováquia: -1,80%
  47. Alemanha: -1,80%
  48. Portugal: -3,30%
  49. Islândia: -5,20%
  50. Nigéria: -13,90%

Depois da recuperação, vem o avanço

Segundo os especialistas do IBGE, o aumento do PIB no primeiro trimestre coloca o Brasil no chamado patamar pré-pandemia. Ou seja, os números da economia brasileira são hoje o que eram antes de toda essa crise começar.

“Com o resultado do primeiro trimestre, o PIB voltou ao patamar do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas ainda está 3,1% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, alcançado no primeiro trimestre de 2014”, afirmou um representante do IBGE.

O PIB é a soma de toda a produção de riquezas de um país. Medidas de restrição por conta da pandemia de Covid-19 e os gastos relativos à crise que se instaurou no sistema de saúde pública, são fatores que pesam contra o avanço econômico. Entretanto, com o avanço da vacinação e consequentemente o abandono de medidas de isolamento impostas por governadores e prefeitos, espera-se uma retomada econômica mais pujante.

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