PIB chinês deve crescer 8,1% em 2021, segundo novas projeções do FMI

Crescimento da zona do euro deve avançar 4,4% no ano

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A China continua surpreendendo positivamente o mundo. No ano passado, o país foi a única grande economia global a encerrar 2020 com crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB). Todas as outras potências econômicas, como os Estados Unidos, o Japão e as grandes economias europeias, tiveram retração em suas taxas no ano em que o mundo sofreu com o início da pandemia da Covid-19.

Aliás, o crescimento de 2,3% do PIB chinês registrado no ano passado fez com que o país retornasse aos níveis pré-pandemia ainda em 2020. Lembrando que a China foi o primeiro país do mundo a enfrentar o novo coronavírus, impondo medidas restritivas bastante rígidas para a circulação de pessoas. O reflexo desses esforços é a quantidade irrisória de casos e mortes no país mais populoso do mundo.

E, se a sua economia da China não caiu num ano de pandemia, com certeza não caíra também em 2021, ano de muito avanço nas campanhas de vacinação em todo o globo. Por falar nisso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou as suas projeções de crescimento para o PIB chinês em 2021. Em resumo, a economia da China deve crescer 8,4% no ano, em vez de 8,1%, como previsto anteriormente.

Além disso, o relatório “Panorama Econômico Mundial” também revisou as estimativas de crescimento do grupo de países emergentes, que passou de 6,3% para 6,7%. Nesse caso, o grande destaque ficou com a Índia, cuja projeção indicou um aumento expressivo de 1,0 ponto percentual (p.p.). Dessa forma, o país irá disparar 12,5% em 2021, caso as previsões se confirmem.

 

Zona do euro deve crescer 4,4%

De acordo com o FMI, enquanto a China irá disparar em 2021, a zona do euro não conseguirá mostrar o mesmo ímpeto de crescimento. O relatório da entidade elevou em apenas 0,2 p.p. a projeção de crescimento do PIB local (4,2% para 4,4%). E isso aconteceu devido às novas ondas de infecções e mortes na região, bem como à lentidão na campanha de vacinação dos países europeus.

A saber, as estimativas envolvendo o crescimento do PIB da Alemanha, maior economia da Europa, indicam uma alta de 3,6%, em vez de 3,5%, como divulgado anteriormente. Já na Itália, as novas projeções indicam um crescimento de 4,2% da economia do país, após a alta de 1,2 p.p. na comparação com a previsão anterior.

Por fim, o FMI destaca que os países europeus só deverão conseguir retornar ao nível anterior à pandemia da Covid-19 em 2023. Isso ampliará ainda mais a distância que separa ricos de pobres. Por sinal, o PIB per capital dos países de baixa renda deve recuar 5,7% entre 2020 e 2024, enquanto a taxa ficará em 2,3% entre as economias mais avançadas. Isso está revertendo ganhos das últimas décadas, segundo o FMI. E, só em 2020, cerca de 95 milhões de pessoas devem ter entrado no grupo das pessoas que vivem em situação de extrema pobreza.

 

Leia Mais: FMI revisa para cima previsão de crescimento da economia mundial no ano

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