PGR diz ao STF que identificou os organizadores de atos antidemocráticos

Agora a PGR vai analisar os dados das quebras de sigilo bancário e fiscal para buscar identificar quem são financiadores desses atos antidemocráticos

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) relatou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que identificou quem são os responsáveis pela organização de atos antidemocráticos e ataques à corte. Agora, de acordo com informações divulgadas pelo jornal “O Globo”, a PGR vai analisar os dados das quebras de sigilo bancário e fiscal para buscar identificar quem são financiadores desses atos.

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De acordo com o jornal, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, recebeu, nesta semana, uma manifestação sigilosa com o objetivo de informá-lo sobre os próximos passos da investigação.

Na sexta-feira (09), Alexandre Moraes, que é relator do caso, prorrogou o inquérito dos atos antidemocráticos por mais 90 dias.

Quebra de sigilo

Recentemente, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, pediu a autorização de Alexandre de Moraes para que seja compartilhado o sigilo bancário de alvos suspeitos, que já havia sido quebrado em outro inquérito.

Para ele, tal fato vai permitir o aprofundamento para descobrir os financiadores dos atos. O ministro está analisando o assunto.

Atos antidemocráticos

A Polícia Federal (PF) havia concluído, no fim do ano, as diligências solicitadas inicialmente pela PGR. No entanto, à época não chegou a apontar a ocorrência de crimes envolvendo os atos antidemocráticos.

Sendo assim, a PGR analisou as provas colhidas na investigação e identificou os responsáveis por manifestações antidemocráticas realizadas em abril e maio do ano passado.

De acordo com as informações, a investigação descobriu, por exemplo, os responsáveis por contratarem carros de som utilizados nos atos, dentre outros detalhes da organização dos eventos.

Além disso, a investigação detectou que os mesmos organizadores dos atos também foram responsáveis por um ataque com fogos de artifício contra o STF, realizado em junho do ano passado.

A suspeita da investigação é de uma ação orquestrada envolvendo políticos, influenciadores digitais e empresários para impulsionar esses atos. Dentre os investigados estão parlamentares que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), que até foram alvos de quebras de sigilo.

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