PGR denuncia Wilson Witzel pela segunda vez por organização criminosa

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu, pela segunda vez, uma denúncia da Procuradoria-Geral da República que acusa o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de organização criminosa.

Wilson Witzel
Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro.

Desta vez, Witzel é apontado como líder de um esquema criminoso de desvio de verbas públicas.

Além do governador afastado, foram denunciados mais 11 pessoas:

  • Helena Witzel, primeira-dama;
  • pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC;
  • Edmar Santos, ex-secretário de Saúde;
  • Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;
  • Gothardo Netto, ex-prefeito de Volta Redonda;
  • Edson Torres, empresário;
  • Victor Hugo Barroso, doleiro;
  • Nilo Francisco da Silva Filho;
  • Cláudio Marcelo Santos Silva;
  • José Carlos de Melo;
  • Carlos Frederico Loretti da Silveira.

A denúncia se sustenta em três pilares:

  • o primeiro grupo seria comandado por Mario Peixoto;
  • o segundo, por Pastor Everaldo, Edson Torres e Victor Hugo Barroso;
  • e o terceiro grupo seria comandado por José Carlos de Melo.

Lindôra Araújo, subprocuradora-geral da República, assinou o documento.

“Nesse diapasão, a organização criminosa, somente com esse esquema ilícito de contratação de organizações sociais na área de saúde, tinha por pretensão angariar quase R$ 400 milhões de valores ilícitos, ao final de quatro anos, na medida em que objetivava cobrar 5% de propina de todos os contratos”, diz a denúncia.

O MP ainda pede que, além da condenação penal, Witzel perca o mandato em definitivo. Além disso, que os denunciados sejam condenados a pagar indenização de R$ 100 milhões, no mínimo.

O governador reclamou o modo ao qual foi divulgado o que chamou de um “vazamento de processo sigiloso para me atingir politicamente”.

“Reafirmo minha idoneidade e desafio quem quer que seja a comprovar um centavo que não esteja declarado no meu Imposto de Renda, fruto do meu trabalho e compatível com a minha realidade financeira”, diz Witzel.

Com informações do G1

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