PF realiza operação contra grupo que pede intervenção militar

Além de pedir intervenção militar, o grupo também pediu que os ministros do STF fossem presos

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A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira (27) uma operação para investigar um grupo que fazia propaganda, em redes sociais, para pedir a intervenção militar e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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De acordo com a entidade, um dos alvos é Renan Silva Sena, ex-funcionário do Ministério dos Direitos Humanos, demitido após divulgar vídeo com ofensas a autoridades. Segundo a PF, a operação cumpre três mandados de busca e apreensão em Brasília (DF), Uberlândia (MG) e Taboão da Serra (SP).

A entidade revelou que a força-tarefa teve início após a publicação de um vídeo realizado em frente ao prédio do STF, por dois dos investigados. Na internet, os alvos incitavam a “animosidade entre as Forças Armadas e as instituições civis”.

“Com o aprofundamento das análises, foi possível constatar a participação deles em diversos atos do tipo, inclusive com a arrecadação de fundos para financiar o movimento”, disse em nota a Polícia Federal.

De acordo com a justiça, os envolvidos são investigados por crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, como fazer, em público, propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social e distribuição ou redistribuição de fundos destinados a realizar propagandas violentas. As penas para esse tipo de crime variam de 1 a 4 anos de detenção ou reclusão.

Preso pela PF é apoiador de Bolsonaro 

Esta não é a primeira vez que Renan Sena é preso. Apoiador assíduo do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), o suspeito foi detido pela Polícia Civil pelos crimes de calúnia e injúria, após divulgar vídeo com ofensas contra autoridades dos três Poderes e o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). No entanto, foi liberado após assinar um termo de comparecimento em juízo.

Além disso, a PF revela que Renan é suspeito de “narrar o vídeo” em que manifestantes lançam fogos de artifício contra o Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de junho, quando cerca de 30 apoiadores do presidente se reuniram em frente ao prédio do órgão.

 

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