PF prende delegado federal em operação contra corrupção

Essa segunda fase mira empresários suspeitos de pagar propina para policiais e servidores em troca de proteção em investigações na PF

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O delegado da Polícia Federal (PF) Wallace Noble foi preso na Operação Tergiversação 2. Ele é suspeito de corrupção dentro da própria corporação. A ação foi comandada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF).

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Essa segunda fase mira empresários suspeitos de pagar propina para policiais e servidores em troca de proteção em investigações na PF. Advogados apontados como intermediários das cobranças de vantagens indevidas também são alvos da força-tarefa.

A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu ainda 33 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos das buscas estavam o delegado da PF Lorenzo Pompílio da Hora, o escrivão Éverton da Costa Ribeiro, que foram presos na primeira fase da operação, além de um delegado da Polícia Civil do RJ.

Primeira etapa da ação começou no início do ano

A primeira etapa da operação teve início em junho do ano passado e prendeu um delegado da ativa da PF, um escrivão da PF e um advogado. A força-tarefa afirmou à época que o esquema excluía, mediante propina, os nomes de empresários e de suas companhias das investigações em curso em um núcleo da Polícia Federal. Seis pessoas foram denunciadas pelo MPF pelos crimes de corrupção ativa e passiva.

operação da PF
Os suspeitos desta segunda fase são investigados por corrupção ativa e passiva. (Foto: reprodução)

Os suspeitos desta segunda fase são investigados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à justiça. Equipes estiveram em um prédio em Copacabana e no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca — de onde saíram com documentos.

A investigação aponta que os servidores contavam com a atuação de operadores, que usavam seus contatos para se aproximar dos investigados e pedir os pagamentos de vantagens indevidas, além de viabilizar o recebimento de propina e as operações de lavagem de dinheiro.

Por fim, a operação revelou que pagamentos entre R$ 400 mil e R$ 1,5 milhão eram feitos, na maior parte das vezes, em dinheiro. Outros valores foram repassados por meio de transferências a empresas ligadas aos operadores.

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