PF indicia 22 pessoas suspeitas de envolvimento com o comércio ilegal de criptomoedas

Além do indiciamento, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 38 bilhões de quatro contas pertencentes à empresa e também a outros investigados

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22 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (23) acusadas de fazerem parte de um grupo criminoso especializado em praticar crimes contra o sistema financeiro na compra de criptomoedas. Em nota, a PF explicou que essas pessoas faziam parte da G.A.S. Consultoria, que era liderada por Glaidson Acácio, preso no final de agosto.

Ainda conforme a entidade, além do indiciamento, a Justiça atendeu um pedido da PF e do Ministério Público Federal (MPF) e determinou o bloqueio de até R$ 38 bilhões de quatro contas pertencentes à empresa e também a outros investigados.

Chamada de operação Kryptos, a ação chega agora em sua fase final, tendo como alvo principal, além de Glaidson Acácio, sua mulher, a venezuelana Myrellis Zerpa, que hoje se encontra nos Estados Unidos.

De acordo com a Polícia Federal, ela é considera que ela é foragida. Já Glaidson está preso em uma unidade do sistema penitenciário de Gericino, na Zona Oeste do Rio.

Relembre o caso envolvendo as criptomoedas

MPF revelou no final de agosto que estava investigando se a empresa GAS Consultoria Bitcoin, companhia com o maior número de investidores na cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, vinha praticando golpes do tipo pirâmide financeira.

De acordo com o órgão, o foco era Glaidson Acácio, dono da empresa, alvo de uma denúncia há dois anos por possível prática do crime utilizando uma aplicação disfarçada em bitcoins, uma criptomoeda.

Segundo o órgão, Glaidson Acácio prometia lucros de 10% por mês nos investimentos em criptomoedas. Todavia, no fim das contas, as pessoas que entraram no negócio acabaram com prejuízos enormes, pois o empresário ficava com o dinheiro para si, ou seja, não fazia nenhum investimento.

Hoje, de acordo com a Polícia Federal, Glaidson se encontra preso por ser suspeito de praticar crimes como: contra o sistema financeiro, organização criminosa e lavagem dinheiro. Além disso, uma outra investigação, agora da Polícia Civil, apura delitos contra a economia popular, que é explorar o esquema de pirâmide e lavagem de dinheiro.

Leia também: 15 pessoas são presas durante operação contra milícia no Rio que lavava dinheiro até com bitcoins

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