PF deflagra operação que investiga fraudes em registros sindicais do antigo Ministério do Trabalho

A investigação da PF identificou o desvio de mais de R$ 2,5 milhões do Ministério do Trabalho por um único representante sindical

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (22), mais uma fase da Operação Registro Espúrio, que tem como objetivo apurar um suposto esquema de ocultação de bens obtidos por meio de fraudes em registros sindicais no antigo Ministério do Trabalho, pasta que foi incorporada ao Ministério da Economia pela gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

Nesta terça (22), agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão. De acordo com a entidade, a investigação, que representa a sexta fase da operação, identificou o desvio de mais de R$ 2,5 milhões do Ministério do Trabalho por um único representante sindical.

Ainda conforme as investigações da Polícia Federal, esse suspeito teria utilizado a própria companheira para ocultar bens e valores. Segundo informações publicadas pelo jornal “O Globo”, o representante sindical em questão é Mauri Viana, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas do Brasil (Fenatrocop).

Outras fases da operação da PF

Deflagrada em 2018, a primeira fase da operação visa investigar uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teriam cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo ministério.

Na ocasião, agentes da entidade realizaram buscas nos gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB). Alguns dias depois da ação, o extinto Ministério do Trabalho suspendeu a concessão de registros sindicais por 30 dias, posteriormente o período foi renovado por mais tempo.

Já na segunda, o alvo da PF foi a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) e na terceira o até então Ministro do Trabalho, Helton Yomura, que foi afastado do cargo.

Na quarta fase da operação, Mauri Viana Pereira foi preso temporariamente em Londrina, no norte do Paraná. Na ocasião, a PF cumpriu, ao todo, 9 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em quatro estados.

Por fim, na quinta fase da operação, o então ministro substituto, Ricardo Santos Silva Leite, foi suspenso do cargo e impedido de entrar no ministério. De acordo com a PF, os envolvidos vão responder pelo crime de lavagem de dinheiro. A pena pode chegar a 10 anos de prisão.

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