PF deflagra operação a fim de combater o tráfico de pessoas

A PF revelou que a operação teve o intuito de investigar uma organização especializada em promover a saída ilegal de brasileiros para os Estados Unidos

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Agentes da Polícia Federal (PF) deflagraram, nesta terça-feira (14), uma operação no estado de Minas Gerais com o intuito de investigar uma organização especializada em promover a saída ilegal de brasileiros para os Estados Unidos.

Em nota, a entidade revelou que membros da Polícia Federal estiveram em duas cidades localizadas no estado mineiro, sendo elas: Governador Valadares e Conselheiro Pena. Por lá, informou a corporação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal Valadarense.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações sobre a saída ilegal de brasileiros rumo aos Estados Unidos começaram em janeiro deste ano e faz parte de um acordo de cooperação policial internacional que visa combater o tráfico de pessoas.

“As diligências tiveram início no começo de 2021, após a abordagem de um veículo que transportava diversos documentos referentes à atividade criminosa em andamento e ao envolvimento de diversas pessoas na promoção de migração ilegal”, informou a PF.

Ainda durante as investigações, constatou-se que os suspeitos recebiam valores das vítimas para que a migração ilícita fosse feita. “Esses suspeitos também aceitam garantias como notas promissórias, veículos e até eletrodomésticos”, informou.

No decorrer das apurações sobre o caso, agentes da entidade apreenderam inúmeros aparelhos celulares, veículos e também bens oferecidos pelas vítimas aos contrabandistas em pagamento pela promessa de conseguir entrar território estrangeiro sem que fosse necessário passar pela imigração regular.

Por fim, a Polícia Federal informou que, até o momento, ninguém foi preso, mas o caso segue sendo investigado, sendo que os acusados podem responder por dois crimes. O primeiro é referente à promoção de migração ilegal e o segundo é por conta da associação criminosa.

Caso os acusados sejam condenados, eles podem ter que cumprir uma pena de até 11 anos de reclusão. Não suficiente, a pena ainda pode aumentar, dependendo da quantidade de crimes imputados a cada um.

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