PF aciona STF e aponta que ministro Ricardo Salles interferiu em ações de órgãos ambientais

A queixa também foi apresentada contra o senador Telmário Mota e agora STF deverá analisar o futuro da investigação contra ele e contra Ricardo Salles

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Alexandre Saraiva, superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, apresentou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF), na qual aponta os possíveis delitos de advocacia administrativa, organização criminosa e, ainda, o delito que consiste em obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público quanto a questões ambientais.

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A notícia-crime foi apresentada contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e o senador Telmário Mota (Pros-RR). O instrumento possui a finalidade de alertar a ocorrência de um ilícito a uma autoridade, polícia ou Ministério Público. O Supremo deverá, a partir de então, analisar se abrirá ou arquivará a investigação contra o ministro e o senador.

O caso envolvendo Ricardo Salles

No fim de 2020 foram apreendidos mais de 200 mil metros cúbicos no valor de R$ 130 milhões de madeira pela Polícia Federal. Ricardo Salles e Telmário Mota, por outro lado, têm proferido declarações opostas à operação realizada pela Polícia Federal que cominou nessa apreensão, bem como defenderam a legalidade do material apreendido e dos madeireiros investigados.

Ricardo Salles ainda chegou a participar de reunião com madeireiros para dialogar sobre a questão, além disso, também fez postagens em redes sociais pleiteando para que uma solução célere seja conferida ao caso.

Para o delegado Saraiva, os apontados na notícia-crime estabeleceram uma parceria com o setor madeireiro com o intuito de obstar a investigação de crimes ambientais e buscar patrocínio de interesses privados perante a Administração Pública.

Saraiva apontou que, embora Salles e Telmário aleguem que as terras de onde foi retirada a madeira a extração é legal e autorizada, a argumentação não corresponde aos fatos verdadeiros, já que as terras são derivadas de grilagem.

Quanto ao senador Telmário, o delegado da Polícia Federal aponta as publicações feitas em redes sociais, nas quais o parlamentar profere acusações diretas ao delegado, atitudes que demonstram uma espécie de “vingança privada” contra as ações da PF.

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