“Pergunta pro vírus”, diz Bolsonaro sobre o auxílio emergencial

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Ao ser questionado sobre a prorrogação do auxílio emergencial na última terça-feira, dia 24, Bolsonaro respondeu “pergunta pro vírus”.

Ao conversar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi questionado sobre o auxílio emergencial. Com a aproximação da última parcela no próximo mês de dezembro, a extensão do programa voltou a ser pauta no debate público e, sobretudo, preocupação daqueles que recebem o dinheiro.

Além de sugerir que o vírus fosse consultado sobre o auxílio emergencial, Bolsonaro disse espera que o coronavírus esteja de malas feitas. No entanto, os últimos quatorze dias mostraram que não é essa a situação. Nesta quarta-feira, aliás, o número de casos de infecção pela Covid-19 confirmados deu um novo salto, chegando a quase 48 mil pessoas em apenas 24 horas.

O auxílio emergencial e a ameaça da segunda onda de Covid-19

Bolsonaro que foi contrário ao isolamento social desde o início da pandemia, alegou, além disso, que espera que novos confinamentos não sejam necessários. Porém, cerca de 30% da população caminha para o nono mês ininterrupto de distanciamento físico.

“A gente se prepara para tudo, mas tem que esperar certas cosias acontecerem. Esperamos que não seja necessário porque é sinal de que a economia vai pegar e não teremos novos confinamentos no Brasil”, acrescentou.

“Desde o começo, eu nunca fui a favor do confinamento. Sempre defendi a ideia do isolamento vertical, mas, infelizmente, a decisão coube aos governadores e prefeitos”, alegou.

Bolsonaro também desde o princípio da pandemia imputou o problema e regressão da economia aos governadores e prefeitos, os quais incentivaram o isolamento horizontal. Esse seria na visão do presidente, portanto, mais nocivo do que benéfico. Para Bolsonaro, desse modo, se não fosse o governo federal para proporcionar o auxílio emergencial “a economia tinha quebrado no Brasil”.

Entretanto, a proposta inicial do Ministério da Economia era de três parcelas de R$ 200 reais. O Congresso, então, em razão do baixo valor, apresentou uma alternativa de R$ 600 reais, a qual já no segundo trimestre da pandemia foi reduzida para três parcelas de 300 reais, das quais a última será em dezembro. A expectativa é de prorrogação do auxílio, no entanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, defende que isso não ocorrerá.

“Então, a gente espera que não seja necessário [prorrogar o auxílio emergencial] e que o vírus esteja realmente de partida do Brasil”, concluiu Bolsonaro.

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