Paulo Guedes reafirma fim do auxílio emergencial, auxiliares discordam

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Durante coletiva de imprensa em Brasília, na última segunda-feira, dia 23, o ministro da economia Paulo Guedes tocou novamente no fim do auxílio emergencial e de sua contrariedade em relação à prorrogação do benefício.

Pressão política sobre o auxílio emergencial

Em fala, ministro da economia, voltou a dizer que o auxílio emergencial não passará de dezembro deste ano de 2020. Porém, reconheceu que a expectativa em cima do auxílio é grande.

“Do ponto de vista do governo, não existe prorrogação do auxílio emergencial. Mas é evidente que existe muita pressão política para isso acontecer”, disse Guedes em palestra no evento anual organizado pelas empresas da Empiricus e da Vitreo, segundo matéria publicada pela CNN Brasil.

De acordo com a análise do ministro, a pandemia cedeu bastante, apesar dos últimos 14 dias de alta. Ao passo que, para Guedes, a economia “voltou com muita força”.

“Contra evidência empírica não há muito argumento e os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força. É como estamos agora. Então, do ponto de vista do governo, não existe a prorrogação do auxílio emergencial”, afirmou.

Por outro lado, o ministro acredita que em face de uma retomada da pandemia se discutirá a prorrogação. Porém, se houver uma nova aceleração, Guedes sugeriu uma comprovação “empírica”.

“Se houver evidência empírica e o Brasil tiver mil mortes, se tiver uma segunda onda de fato, nós já sabemos como reagir. Quais programas funcionaram melhor, quais não funcionaram no início […] Estamos preparados para reagir, mas não adianta criar fatos que não existem. Hoje temos a doença cedendo e a economia voltando. Nessa situação, o fim do auxílio emergencial”, reiterou.

Entretanto, na última terça-feira, dia 24, foram 630 mortes pelo Covid-19 e a média móvel dos últimos sete dias é considerada alta e se mantém próxima dos 500 óbitos a cada 24 horas há duas semanas.

Auxiliares do Ministério da Economia preveem prorrogação

Apesar das afirmações do ministro da Economia, Paulo Guedes, os auxliares da pasta defendem que prorrogação do auxílio emergencial aconteça. O maior motivo é a indefinição em torno do financiamento de um programa social que possa substituir o Bolsa Família e, sobretudo, cobrir os rombos trazidos pela pandemia.

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6 Comentários
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