Patrulha Maria da Penha fez mais de 40 mil atendimentos no RJ nos últimos meses

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e novembro de 2020, 67 mulheres foram assassinadas no Rio de Janeiro

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O feminicídio está entre os assuntos mais comentados, infelizmente, nos últimos dias. A morte da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, morta pelo ex-marido a facadas na véspera de Natal na frente das três filhas, escancarou, ainda mais, que todas as mulheres, independente de instrução, classe social etc, estão sujeitas aos crimes quando ameaçadas.

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A fim de evitar crimes como este, existe a Patrulha Maria da Penha, um programa da Polícia Militar (PM) que, em 15 meses de existência, já fez quase 40 mil atendimentos. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e novembro de 2020, 67 mulheres foram assassinadas no Rio de Janeiro. O número corresponde a 78% dos feminicídios registrados em 2019, quando 85 mulheres foram mortas.

De acordo com a PM, o programa é um complemento à lei do mesmo nome e serve para garantir a segurança das mulheres, mesmo aquelas que conseguem medidas protetivas na justiça. Segundo a coordenadora do programa, a tenente-coronel Cláudia Morais, só a medida protetiva não era suficiente para garantir a segurança das mulheres.

“A mulher rompia com um círculo, fazia um registro na delegacia, ia fazer exame de corpo de delito, solicitava medida protetiva. O juiz deferia a medida protetiva, mas quem fiscalizava? Quem acompanhava? Quem garantia a essa mulher que o autor ia respeitar aquela distância de 200 metros, quem garantia que esse autor ia ser afastado da residência?”, disse a coordenadora.

Patrulha já prendeu 249 homens

Desde agosto de 2019 até 21 de dezembro de 2020, a Patrulha Maria da Penha fez 37.806 fiscalizações de medidas protetivas. E prendeu 249 homens que as estavam descumprindo.

Além disso, em um ano e quatro meses de funcionamento, 44.300 mulheres receberam atendimento direto da Patrulha. Nenhum caso de feminicídio foi registrado entre as mulheres assistidas pelo programa.

De acordo com a coordenadora, de 15 em 15 dias sempre é enviada uma mensagem via WhatsApp para saber se está tudo bem com a vítima. “É tudo sempre muito carinhoso. Isso traz uma paz de espírito para a mulher, que consegue voltar a trabalhar, seguir uma vida normal. O abuso psicológico é muito forte e as mulheres só percebem quando saem dele”, finalizou a tenente-coronel Cláudia Morais

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