Pastor Everaldo chora e pede clemência durante depoimento em impeachment de Witzel

Ele está preso desde 28 de agosto acusado de participar de fraudes em compras na área da saúde durante a pandemia da Covid-19

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Acontecem nesta quinta-feira (17) os depoimentos do processo que julga o impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Um dos ouvidos foi o ex-presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, que pediu “clemência e misericórdia”, enquanto depunha para o Tribunal Misto formado por deputados estaduais e desembargadores do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

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De acordo com as informações, Everaldo chorou e afirmou que não tinha condições de depor por meio de videoconferência – ele está preso desde 28 de agosto acusado de participar de fraudes em compras na área da saúde durante a pandemia da Covid-19.

Pastor Everaldo chora e pede clemência durante depoimento em impeachment de Witzel
Ele está preso desde 28 de agosto acusado de participar de fraudes em compras na área da saúde durante a pandemia da Covid-19. (Foto: reprodução)

Everaldo disse que já é alvo de um inquérito no STJ (Superior Tribunal de Justiça), que vem investigando e julgando os mesmos fatos. “Não estou em condições de prestar depoimento neste processo. Sou réu perante o STJ pelos mesmos fatos e meu foco é me defender naquela Corte. Mais uma vez peço misericórdia, perdão, demência, eu não tenho como falar”, disse.

A fala do ex-presidente do PSC deixou os membros do tribunal irritado. Presidente do TJ- RJ, Cláudio de Mello Tavares, exigiu que Everaldo respondesse às perguntas. “O senhor fala muito em misericórdia, mas queria que o senhor respondesse com misericórdia às perguntas que estão sendo feitas”, pediu Cláudio de Mello.

Evangélico, assim como Everaldo, o deputado Carlos Macedo (Republicanos) também solicitou que o pastor respondesse as questões. “Eu me senti constrangido como evangélico e como pastor também. Por isso, faço um apelo por uma resposta por parte do senhor”, disse.

Todavia, mesmo com muita insistência, o ex-presidente do PSC só respondeu a uma pergunta feita por Carlos Macedo, que o indagou para saber se ele confirmava a informação que consta na delação pelo ex-secretário de Saúde Edmar Santos, de que ele teria recebido R$ 15 mil das mãos de Witzel.

Todavia, o pastor negou a afirmação veementemente. “Nunca recebi R$ 15 mil ou qualquer dinheiro do governador Witzel.”, exclamou o ex-presidente do PSC.

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