Papa Francisco é vacinado contra Covid-19

O porta-voz da Santa Fé informou, em comunicado, que o Papa foi vacinado com a vacina produzida pela Pfizer/BioNTech

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Segundo um comunicado da Santa Fé, realizado nesta quinta-feira (14), Papa Francisco, de 84 anos, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, na última quarta-feira. Além dele, o emérito Bento XVI, de 93 anos, também foi vacinado na manhã desta quinta-feira,14.

O Papa argentino é um defensor aberto da vacinação e, em uma entrevista transmitida pela televisão na última semana, ele disse que se opor à vacina é um “negacionismo suicida”, declarando que já havia marcado sua vacinação. Francisco frisou, ainda, que essa é uma “escolha ética”, imprescindível para a proteger vidas e manter a saúde e a ordem coletiva.

O Papa Francisco e o Papa emérito Bento XVI estão entre os primeiros a serem vacinados no Vaticano, tendo em vista que ambos fazem parte do grupo de risco por causa das suas idades. Além disso, cerca de 5 mil pessoas devem ser vacinadas no Vaticano, durante a mesma campanha.

Papa Francisco toma vacina da Pfizer

Papa Francisco foi vacinado na última quarta-feira, 13, por meio da vacina produzida pela Pfizer, indústria farmacêutica norte-americana, em parceria com alemã, BioNTech. Segundo o porta-voz da Santa Fé, a campanha de vacinação é voluntária e não será aplicada em indivíduos com menos de 18 anos, já que não foram realizados testes em grupos pertencentes a essa faixa etária.

Essa vacina contra a Covid-19 faz parte de uma nova tecnologia, que envolve a elaboração de vacinas com DNA. Elas também são conhecidas como vacinas gênicas, baseadas no uso da informação genética dos patógenos para estimular o sistema imunológico.

A sequência do DNA do vírus, por sua vez, possui informações que estimulam as células a fabricarem uma proteína que tem papel na transmissão de informações para a célula. Assim, essa proteína estimula a produção de partículas virais, também chamadas de antígenos. Após isso, o que ocorre é que o sistema imunológico irá reconhecer esses antígenos virais e produzir anticorpos, que são moléculas capazes neutralizar o vírus em questão. Assim como em qualquer vacina, o corpo produz anticorpos de memória que, quando entrarem em contato com o vírus novamente, produzirão uma resposta rápida e eficiente a fim de prevenir o avanço da doença.

Essa tecnologia utilizada pela Pfizer/BioNTech já faz parte de estudos há décadas. Contudo, nunca havia sido autorizada para testes em humanos. Mas, de acordo com estudos publicados no New England Journal of Medicine, a vacina passou por diversos testes e os resultados foram convincentes e, ao que tudo indica, é uma vacina eficiente e segura.

 

 

 

 

 

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