Pão francês, farinha de trigo e banana ficam mais caros em julho

Dieese revela itens que mais subiram no mês e o que provocou os avanços; batata, tomate e óleo de soja ficam mais baratos

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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou nesta sexta-feira (5) os dados mais recentes do seu levantamento sobre a cesta básica no Brasil. A saber, o preço da cesta caiu em 10 dos 17 locais pesquisados em julho.

Apesar do recuo na maioria dos locais, itens importantes tiveram mais um mês de alta. Assim como ocorreu em junho, os grandes destaques no mês passado foram o leite integral e a manteigaNo entanto, os preços de outros importantes itens para os brasileiros também subiram no mês.

Nos últimos meses, o pão francês ficou mais caro devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que são grandes exportadores mundiais de trigo. O conflito reduziu a oferta, impulsionando os preços no mundo.

Em julho, o preço do pão subiu em 16 locais pesquisados, exceto em Aracaju (-0,57%). Os destaques foram Brasília (4,36%), Belo Horizonte (2,68%) e Goiânia (2,67%). Já nos últimos 12 meses, todas as capitais tiveram alta no mês, com as maiores altas registradas em Brasília (28,56%), Salvador (28,30%) e Belém (27,05%).

Por sua vez, a farinha de trigo, pesquisada no Centro-Sul do país, ficou mais cara em oito das dez capitais, após dois meses de alta em todos os locais. Os maiores avanços foram registrados no Rio de Janeiro (6,95%), Brasília (6,11%), Vitória (5,79%) e São Paulo (4,91%). Em 12 meses, as altas oscilaram entre 19,29% em Florianópolis e 41,24% em Campo Grande.

Segundo o Dieese, os principais motivos para a alta dos preços do pão francês e da farinha de trigo são a baixa oferta interna do trigo e a taxa de câmbio desvalorizada.

Da mesma forma, a banana (prata e nanica/caturra) ficou mais cara na maioria dos locais. As únicas quedas foram registradas em Natal (-5,05%) e João Pessoa (-2,42%), enquanto os avanços variaram entre 0,14% em Belém e 16,29% em Vitória. Em suma, os preços subiram devido à oferta reduzida, em meio a forte demanda.

Batata, tomate e óleo de soja ficam mais baratos no mês

Por outro lado, a batata ficou mais barata em todos os locais pesquisados, com destaque para Rio de Janeiro (-24,76%) e Brasília (-22,46%). Contudo, o preço do tubérculo subiu em todas as capitais nos últimos 12 meses. A saber, a normalização da oferta, devido à colheita da safra do inverno, derrubou o preço do item.

Já o preço do quilo do tomate caiu em todos os locais em julho, com as variações oscilando entre -5,61% em Belém e -34,75% no Rio de Janeiro. Em 12 meses, o item acumula alta em 12 capitais, cujas variações oscilaram entre 0,17% em Florianópolis e 117,73% no Recife. De acordo com o Dieese, a maturação rápida do fruto elevou a oferta e derrubou os preços em julho.

O óleo de soja também ficou mais barato em todas as cidades, com exceção de Vitória (0,49%). As maiores quedas vieram de Belém (-11,72%), Aracaju (-9,43%) e Natal (-6,30%). Em síntese, o recuo mensal ocorreu devido à redução da demanda externa e o aumento da oferta interna. Contudo, em 12 meses, o item acumula alta em todas as capitais, com destaque para Curitiba (62,24%).

Por fim, as capitais pesquisadas pelo Dieese são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Leia também: Preço do leite integral e da manteiga dispara em julho, revela Dieese

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