Opositor russo envenenado anuncia volta ao país após recuperação em Berlim

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Alexei Navalny, o opositor do governo russo envenenado há cinco meses, anunciou nesta quarta-feira (13) no Instagram que voltará à Rússia no próximo domingo (17). Ele acusa a agência de inteligência russa de colocar um veneno usado como arma na União Soviética em sua bebida durante um voo de agosto do ano passado.

Poucos dias após o envenenamento, Navalny foi levado para a Alemanha para ser tratado em um hospital de Berlim. Ele ficou em terapia intensiva por mais de 20 dias. Onde os médicos identificaram o veneno Novichok no sangue e na garrafa d’água de Navalny.

Em 28 de dezembro, Navalny foi intimado a se apresentar às autoridades russas em uma investigação contra ele e se não aparecesse, seria preso. Na ocasião, o opositor do presidente Vladimir Putin respondeu que não podia voltar ao país por causa das condições de saúde. Contudo, ele disse que pretendia retornar à Rússia assim que estivesse totalmente recuperado.

No Instagram, Navalny escreveu que os julgamentos contra ele são uma tentativa de mantê-lo longe da Rússia, já que ele sobreviveu ao envenenamento que supostamente o mataria. Navalny argumentou várias vezes que o presidente russo, de quem é o maior adversário, estava por trás da tentativa de envenená-lo.

Opositor russo acusa perseguição política

Na Alemanha, Navalny colaborou com o portal de jornalismo investigativo Bellingcat para identificar os agentes russos que o perseguiram por vários anos até o envenenamento.

No mês passado, o político arrancou uma confissão de um agente, que confirmou detalhes do ataque e disse que a concentração de Novichok teria sido maior.

Conforme a imprensa internacional, as revelações foram embaraçosas para o governo russo, que negou qualquer ligação com o envenenamento e até mesmo se houve um ataque. Em dezembro, Putin chamou o relatório da Bellingcat de “falsificação” e sugeriu que Navalny fosse apoiado por agências de inteligência ocidentais.

Desde então, os tribunais e investigadores russos tomaram medidas para reabrir processos criminais contra o opositor do governo. Além disso, criaram novas acusações em desfavor de Navalny, em uma tentativa de mantê-lo no exílio.

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