Oposição critica programa Minha Casa Verde e Amarela do Governo Federal

De acordo com membros da oposição, o programa Minha Casa Verde e Amarela vai deixar de atender a população mais pobre em alguns sentidos

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O programa Minha Casa Verde e Amarela ainda não passou por uma aprovação. Mas ele já é polêmico. Neste semana, membros da oposição e representantes de entidades civis afirmaram que o projeto retira benefícios da população mais carente.

O projeto tem 120 dias para passar por uma aprovação na Câmara e no Senado. Só aí ele passaria a valer. A ideia é que esse projeto substitua o Minha Casa Minha Vida, que passou por uma oficialização ainda em 2009, na gestão do ex-presidente Lula.

Na prática, o Minha Casa Verde e Amarela deve atender cerca de 1,6 milhão de famílias. Ou seja, seria um programa maior do que o atual Minha Casa Minha Vida. Além disso, o projeto de Bolsonaro prevê o financiamento até o ano de 2024.

O Minha Casa Verde e Amarela vai portanto dividir o benefício em três grupos de rendas diferentes. O primeiro é válido para pessoas com renda de até 2 mil reais. Eles financiarão as casas com juros mais baixos.

O segundo grupo tem uma taxa de juros média e vai para famílias com renda de 2 a 4 mil reais. Nesses dois primeiros grupos, as taxas de juros são menores para famílias das regiões Norte e Nordeste.

O terceiro e último grupo conta com famílias com renda de 4 a 7 mil reais. Nesse grupo, os juros são mais altos. Estamos falando aqui de 7,66% para cima. E isso acontece independente da região. Ou seja, a mesma regra vale para todo mundo.

Críticas ao Minha Casa Verde e Amarela

Nas redes sociais, políticos da oposição criticaram o programa. É que o Minha Casa Minha Vida entregava subsídios para a população mais pobre, com renda de até 1,8 mil reais. Eles, aliás,  pagavam as prestações que variavam entre 80 e 270 reais mensais.

Movimentos sociais criticaram portanto o fim desse subsídio para este grupo. “A renda familiar da maior parte da população brasileira não ultrapassa um salário mínimo. Para quem vai esse programa? Vai para quem e para onde?”, perguntou Ester Rufino, integrante do Movimento Sem Terra de São Paulo.

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