Operação contra rede de agiotas culmina na prisão de 35 criminosos

Nos últimos quatro anos, os agiotas extorquiram cerca de R$ 70 milhões de suas vítimas. A taxa de juros mensal desses bandidos chegava a 30%

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A Polícia Civil deflagrou uma operação nesta quinta-feira (16) a fim de desarticular a maior rede de agiotas do Rio de Janeiro. A partir do estado, informou a corporação, a organização cresceu e, atualmente, tem mais de 70 escritórios de extorsão.

De acordo com a Polícia Civil, além do Rio de Janeiro, a quadrilha também marca presença em pelo menos quatro estados — Ceará, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais.

Até a tarde desta quinta, a corporação havia revelado a prisão de 35 pessoas, que foram capturadas por policiais da 76ª DP (Niterói) e de delegacias especializadas. Ao todo, esses funcionários públicos foram às ruas para cumprir 65 mandados de prisão e 63 de busca e apreensão.

Nos últimos quatro anos, os agiotas extorquiram cerca de R$ 70 milhões de suas vítimas. A taxa de juros mensal desses bandidos chegava a 30%
Nos últimos quatro anos, os agiotas extorquiram cerca de R$ 70 milhões de suas vítimas. A taxa de juros mensal desses bandidos chegava a 30%. (Foto: reprodução)

Extorsão dos agiotas era grande

R$ 70 milhões. Esse é o valor que a Polícia Civil afirma que os criminosos extorquiram das vítimas nos últimos quatro anos, em um negócio que não diminuiu sua intensidade nem mesmo meio à pandemia da Covid-19.

Segundo as diligências, esses criminosos chegavam a cobrar por empréstimos que nunca haviam sido feitos. Em outras oportunidades, eles exigiam mais dinheiro, mesmo com a dívida paga. Tudo isso, com juros que chegavam à casa dos 30% ao mês.

Criminosos tinham táticas para despistar a polícia

Conforme a Polícia Civil, para tentar despistar as investigações da corporação, esses criminosos utilizavam táticas como substituir os celulares com frequência com o objetivo de evitar supostas interceptações telefônicas e mudanças constantes de endereço.

Além disso, eles também tinham pessoas que desempenhavam o papel de observar as movimentações policiais e usavam nomes de pessoas jurídicas.

Por fim, a Polícia Civil explica que, durante as investigações, mais nove integrantes do esquema foram presos. Juntos com os capturados desta quinta (16), eles vão responder por extorsão, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.

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