Operação conjunta prende hacker suspeito de invadir sistemas do TSE

Na visão dos investigadores, o objetivo da invasão seria desacreditar a segurança do sistema de computadores da Justiça Eleitoral

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Uma operação conjunta entre a Polícia Federal (PF) e a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária Portuguesa (UNC3T), de Portugal, prendeu neste sábado (28) um hacker suspeito de invadir sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Segundo a PF, foram cumpridos em São Paulo e em Minas Gerais três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares de proibição de contato entre investigados. Já em Portugal, a polícia de lá cumpriu um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão.

No domingo do primeiro turno das eleições municipais (dia 15), os hackers expuseram informações administrativas de ex-servidores e ex-ministros do TSE. Na visão dos investigadores, o objetivo da divulgação na data da eleição seria desacreditar a segurança do sistema de computadores da Justiça Eleitoral.

Todavia, a PF afirma que a invasão não atingiu os sistemas relacionados à eleição porque as urnas eletrônicas não são ligadas à internet — portanto, os equipamentos não são vulneráveis a ataques.

A operação

A operação de hoje é um desdobramento do inquérito instaurado pela Polícia Federal em que a entidade apura os crimes de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa. Conforme apontam as investigações, um grupo de hackers brasileiros e portugueses, comandados por um português, foi o autor do ataque ao sistema do TSE.

Segundo informou a PF, os mandados cumpridos no Brasil foram autorizados pelo juízo da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, após representação da PF e manifestação favorável da 1ª Promotoria de Justiça Eleitoral. “Não foram identificados quaisquer elementos que possam ter prejudicado a apuração, a segurança ou a integridade dos resultados da votação“, informou a PF.

A apuração inicial era de que os dados obtidos pelo hacker se referiam ao período de 2001 a 2010. Mas depois se constatou acesso aos dados de 2020, como endereços e telefones, no Portal do Servidor, um sistema administrativo sem relação com o processo eleitoral.

Inicialmente, a suspeita era de que o ataque tivesse acontecido antes de 1º de setembro porque o material não mostrava informações registradas nos arquivos do TSE após o dia 2 daquele mês.

Tentativa de ataque no primeiro turno

No domingo do primeiro turno das eleições, que aconteceu no último dia 15, houve outra tentativa de ataque hacker aos sistemas do TSE, que acabou neutralizada. De acordo com o tribunal, o ataque consistiu em múltiplos acessos advindos do Brasil, da Nova Zelândia e dos Estados Unidos.

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Em nota, o TSE informou que a Comissão de Segurança Cibernética do tribunal vai acompanhar as investigações da PF sobre os ataques. O grupo será comandado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Além disso, a comissão também vai elaborar estudos sobre ações de prevenção e enfrentamento de crimes cometidos pela ação de hackers.

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