“Não se enganem, a Ômicron causa hospitalizações e mortes”, alerta OMS

Agência avalia que pandemia de Covid-19 “está longe de terminar”

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Nesta terça-feira (18), a Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um alerta para as pessoas não se enganarem com a variante Ômicron do coronavírus, pois a cepa causa hospitalizações e mortes, embora seja considerada “mais leve” para pessoas com esquema vacinal completo.

“A ômicron continua varrendo o planeta. (…) Não se enganem, a ômicron causa hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves sobrecarregam as instituições de Saúde”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, em entrevista coletiva em Genebra (Suíça).

“Esta pandemia está longe de terminar e dado o incrível crescimento da Ômicron em todo o mundo, é provável que surjam novas variantes”, acrescentou ele.

Como a Ômicron se propagou numa velocidade sem precedentes, a OMS adota o tom de cautela ao falar sobre a variante, que pode ser o vírus de propagação mais rápida em toda a história.

“Em alguns países, os casos de covid parecem ter atingido o pico, dando esperança de que o pior desta última onda já passou, mas nenhum país está fora de perigo ainda”, disse Tedros.

A principal preocupação da OMS é o fato de muitos países ainda terem baixa cobertura vacinal contra Covid-19. “As pessoas correm mais risco de sofrer de formas graves da doença ou de morrer se não forem vacinadas”, afirmou o chefe da OMS.

A “Ômicron pode ser menos grave em média, mas a narrativa de que é uma doença leve é enganosa (e) prejudica a resposta geral e custa mais vidas”, completou Tedros.

Ômicron e vacinação podem facilitar endemicidade da Covid-19

Diferente da avaliação da OMS, o chefe da estratégia de vacinas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), Marco Cavaleri, acredita que a Ômicron pode transformar a Covid-19 em uma doença endêmica.

“À medida que a imunidade aumenta na população – e com a Ômicron, haverá muita imunidade natural além da vacinação – avançaremos rapidamente para um cenário mais próximo da endemicidade”, disse Cavaleri no dia 11 de janeiro.

Já o microbiologista Atila Iamarino não partilha da mesma opinião, dizendo que outras variantes ainda devem surgir até o final da pandemia de Covid-19. Todos os especialistas são unânimes de que a melhor proteção contra a Ômicron segue sendo a vacina.

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