Na Rússia, começa julgamento de irmãs que mataram pai acusado de abuso

As três irmãs se juntaram para matar o pai acusado de abuso. Caso movimentou a Rússia ainda no ano de 2018

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Começa nesta sexta-feira (31) o julgamento de três irmãs que mataram o próprio pai em 2018, na Rússia. As três jovens alegaram que fizeram isso porque o pai seria uma pessoa que abusava violentamente das três acusadas.

Apesar do argumento, a justiça da Rússia decidiu que vai ter que julgar as meninas pelo crime de assassinato. O advogado do trio deu uma entrevista para a emissora CNN. De acordo com ele, as meninas teriam agido em legítima defesa.

O pai das meninas se chamava Mikhail Khachaturyan. Ele foi encontrado morto em sua casa com várias feridas de faca pelo corpo e pelo seu pescoço. De acordo com o advogado das meninas, o pai teria dado um castigo nelas horas antes do seu assassinato.

De acordo com essa versão, ele teria ficado muito irritado por ter encontrado o seu apartamento em Moscou muito bagunçado. Por esse motivo, ele teria feito as três se ajoelharem e logo depois borrifou spray de pimenta no rosto de cada uma delas.

Foi aí que as três meninas teriam decidido matar o homem. Krestina Khachaturyan, de 19 anos, Angelina Khachaturyan, de 18 e Maria Khachaturyan, de 17, se juntaram. Elas o atacaram com facas, martelos e com a mesma lata de spray usada momentos antes pelo pai.

Três Irmãs

A emissora norte-americana CNN teve acesso a uma determinada parte de um dos interrogatórios. Nele, pelo menos uma das irmãs confessa que as três decidiram causar hematomas nelas mesmas. O objetivo seria dizer que o pai teria tentado atacá-las antes. Mas o fato é que ele estava dormindo no início do ataque.

Logo depois da morte do homem, as meninas chamaram uma ambulância. Dois anos depois do acontecimento, o julgamento começa com ares de show midiático. As meninas afirmaram que sofriam abuso sexual, físico e emocional do pai.

As duas irmãs mais velhas serão julgadas juntas. Isso porque, segundo as leis russas, elas já eram maiores de idade quando o assassinato aconteceu. Já a mais nova terá que ser julgada de maneira separada porque era menor de idade na época do crime. Além disso, ela também foi considerada mentalmente incapacitada.

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