Mulheres denunciam dirigente do Náutico por assédio sexual e moral

As denúncias das mulheres vieram à tona após Tatiana Roma, que trabalhava no Náutico, denunciar Errisson de assédio sexual e moral

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Três ex-funcionárias denunciaram o superintendente financeiro do Náutico, equipe de futebol do Recife, no Pernambuco, Errisson Rosendo de Melo, de assédio sexual e moral. Duas das denúncias vieram à tona nesta quarta-feira (24) e aconteceram após uma mulher ter relatado que havia sido vítima do gestor.

Segundo a dupla, elas fizeram as denúncias porque se sentiram encorajadas depois que tiveram acesso às denúncias que foram feitas pela ex-diretora da Mulher e de Operações do Náutico, Tatiana Roma, que prestou queixa na Delegacia da Mulher.

“Sabe quando você pega uma banana, descasca e deixa nua? Ele parecia que estava tirando a roupa da pessoa. […] Ele constrangia as pessoas com o olhar e fazia questão de verbalizar. Não era uma cantada sutil, era uma coisa nojenta mesmo. Eram palavras que a gente se sentia um lixo”, disse uma das mulheres em entrevista à “TV Globo”.

De acordo com essa vítima, Errisson não praticava os assédios apenas contra as mulheres. “Ele abusava do poder e era agressivo. Tratava as pessoas mandando sair da sala, principalmente as pessoas mais humildes que precisavam do emprego, precisavam do clube”, contou ela.

Também durante entrevista para a emissora carioca, uma ex-funcionária relatou que trabalhou menos de um ano no clube e percebeu que Errisson assediava até a sua filha em dias de jogo. “Eu me sentia na obrigação de, quando chegava à Arena [de Pernambuco] ou ao próprio clube, de cumprimentá-lo. […] O tipo de cumprimento era muito nojento, era beijinho de um lado e de outro, só que não era na bochecha, vinha direto na boca da menina”, afirmou a mulher.

Ainda de acordo com ela, em dado momento, ela passou a ir trabalhar somente vestida com as roupas do Náutico, pois o acusado estava visivelmente olhando para o seu decote quando a abordava. “Os olhos dele não eram para conversar comigo, eram para olhar o meu decote. A direção dele era só ao meu decote. As investidas dele, para mim, não eram de chegar e falar, eram só gestos. Eu não tinha o que dizer, eu não tinha o que rebater”, contou.

As denúncias das mulheres vieram após que Tatiana Roma, que trabalhava no Náutico, denunciou Errisson de assédio sexual e moral.
As denúncias das mulheres vieram à tona após Tatiana Roma, que trabalhava no Náutico, denunciar Errisson de assédio sexual e moral. (Foto: reprodução)

Primeira denúncia contra o dirigente do Náutico

Segundo as informações, a primeira denúncia foi feita por Tatiana Roma no dia 12 de novembro deste ano. No documento, a vítima acusa o suspeito de importunação sexual e crimes contra a honra.

Em entrevista ao portal “Globo Esporte”, a mulher disse que os assédios aconteceram no ano passado, mas as denúncias foram feitas somente agora porque a vítima havia feito um acordo no clube.

“Conversei com o presidente do Náutico, Edno Melo, que é irmão de Errisson, para fechar um acordo. Ela tirou o processo do Conselho Deliberativo e Errisson aceitou pagar 50 cestas básicas para uma instituição”, disse. Todavia, o acordo, que foi assinado pelos dois irmãos, não foi cumprido e a mulher resolveu ir à polícia denunciar o caso, o que fez com que as outras denúncias surgissem.

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