Mulher é condenada a 43 anos de prisão por insultar o rei da Tailândia

Mulher postou mensagens criticando o rei da Tailândia. Agora, vai ter que passar boa parte do tempo que lhe resta na prisão

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Uma tailandesa recebeu a condenação de 43 anos de prisão simplesmente por criticar o Rei do país nas redes sociais. De acordo com as informações de ONGs de defesas dos direitos humanos, ela criticou o monarca Maha Vajiralongkorn no Facebook e no Youtube.

De acordo com informações da ONG Advogados Tailandeses pelos Direitos Humanos, a mulher em questão responde pelo nome Ahan. Mas eles não descobriram o sobrenome dela. Eles também calculam que ela tenha algo por volta de 60 anos de idade.

Em uma conta simples que considera a idade dela e o tempo de condenação dá para dizer que ela provavelmente vai passar o resto da vida na prisão. Isso porque ela terá cerca de 103 anos quando cumprir a pena total.

E inicialmente a situação era ainda pior. Isso porque a ideia do tribunal era condenar a mulher a 87 anos de prisão. Eles só diminuíram a pena pela metade porque a mulher em questão confessou que praticou o crime.

Quem deu essa sentença foi o Tribunal Criminal de Bangcoc. Por lá, eles costumam julgar casos como esse como crime de lesa-majestade. Há casos de punições até para quem curte posts de críticas ao rei ou ao processo da monarquia no país.

Críticas ao rei

Essa lei não é nova. Seja como for, os tribunais não costumavam usá-la com frequência. Então apesar de existir, ela nunca fui comum. Mas o fato é que isso mudou desde o ano passado. Tudo porque os protestos contra a monarquia cresceram.

No ano passado, vários jovens ensaiaram um levante popular nas ruas do país. Mas a monarquia usou leis como essa para tentar dispersar o movimento. Várias ONGs ao redor do mundo criticaram duramente a prisão da mulher neste caso mais recente.

O veredito do tribunal de hoje é chocante e envia um sinal de arrepiar, de que não só as críticas à monarquia não serão toleradas, mas também serão severamente punidas”, disse a ONG que defende os direitos humanos, Human Rights Watch. 

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