Mulher de ‘Faraó dos Bitcoins’ era o cérebro por trás das operações

Mirelis esteve todo o tempo por trás da operação do esquema de investimento fraudulento das empresas do casal, revelaram as investigações

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Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, era a cara da GAS Consultoria Bitcoin, mas, o cérebro da companhia, era, na realidade, sua mulher, a venezuelana Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, de 38 anos, que hoje está foragida nos Estados Unidos.

Segundo as investigações do Ministério Público Federal (MPF), que denunciou a mulher com base na investigação da Polícia Federal (PF) na “Operação Kryptos”, Mirelis esteve todo o tempo por trás da operação do esquema de investimento fraudulento das empresas do casal.

Ainda de acordo com a denúncia, a mulher tem um amplo conhecimento do mercado de criptomoedas e, por isso, era a responsável por montar as carteiras de investimento do grupo. Além disso, ela também teria captado investidores no exterior, em países como Colômbia, México, Paraguai e Venezuela.

Polícia procura mulher de Glaidson Acácio, suspeita de ter recebido quase R$ 1,5 bilhão em quatro meses
Mirelis esteve todo o tempo por trás da operação do esquema de investimento fraudulento das empresas do casal, revelaram as investigações. (Foto: reprodução)

Mirelis sacou mais de R$ 1 bilhão

A esposa do “Faraó dos Bitcoins” possuía, assim como ele, o controle dos recursos movimentados pelo grupo criminoso. Por conta disso, ela conseguiu, mesmo depois que a justiça decretou a operação contra o casal, sacar vários bitcoins.

Conforme o MPF, ela resgatou, levando em conta a cotação da criptomoeda do dia 31 de agosto –, mais de R$ 1 bilhão do grupo para evitar possíveis sequestros judiciais.

Mulher é foragida

De acordo com as investigações da PF, Mirelis teria deixado o Brasil no dia 23 de agosto, dois dias antes de seu marido ser preso, e estaria escondida em Miami, nos Estados Unidos. Hoje, ela é considerada foragida e está incluída na lista vermelha da Interpol como tal.

Além da dupla, mais 15 se tornaram réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro, após a Justiça Federal aceitar a denúncia do MPF sobre as empresas de Mirelis e Glaidson, que teriam movimentado mais de R$ 38,2 bilhões em cerca de dois anos, R$ 16 bilhões em 2021.

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