Mudanças climáticas: desastres naturais causaram quase 500 mil mortes em 20 anos

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Quase meio milhão de pessoas morreram em desastres naturais relacionados a eventos climáticos extremos nos últimos 20 anos. Os países mais pobres do mundo sofrem cada vez mais com a ira das mudanças climáticas.

As mortes em catástrofes relacionadas ao clima, como tempestades, inundações e ondas de calor, são suportadas de forma esmagadora pelos países em desenvolvimento, de acordo com uma nova avaliação da ameaça direta do aquecimento global para a humanidade.

A ONG Germanwatch apresentou o estudo nesta segunda-feira (25) na Cúpula de Adaptação do Clima do Fórum Econômico de Davos, que neste ano ocorre virtualmente por causa da pandemia de Covid-19.  A organização procura influenciar políticas públicas sobre comércio, meio ambiente, mudanças climáticas e relações entre países do norte industrializado e do sul subdesenvolvido.

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A Germanwatch calculou que os desastres custaram à economia global estonteantes 2,56 trilhões de dólares neste século. Além disso, uma análise de mais de 11 mil eventos climáticos extremos mostrou quase 480 mil mortes desde 2000. 

Oito dos dez países mais afetados entre 2000 e 2019 são países em desenvolvimento com renda per capita baixa ou média-baixa. “Os países mais pobres são os mais atingidos porque são mais vulneráveis ​​aos efeitos prejudiciais de uma ameaça e têm menor capacidade de sobrevivência”, explica Vera Kuenzel, da Germanwatch. 

Ajuda aos países mais pobres

Conforme o acordo climático de Paris de 2015, as nações mais ricas devem fornecer 100 bilhões de dólares todos os anos para ajudar os países mais pobres. Assim, o recurso serve para mitigar o aumento da temperatura e se adaptar às mudanças climáticas. No entanto, pesquisas recentes sugerem que o montante disponível a países em desenvolvimento para a ação climática é muito menor.

O Índice Climático Global da Germanwatch examinou o impacto de duas décadas de eventos climáticos extremos, em particular, a temporada de tempestades de 2019. Furacões e ciclones devastaram partes do Caribe, África Oriental e Sul da Ásia.

Segundo o estudo, os países mais pobres ainda não receberam todos os 100 bilhões por ano em financiamento por mudanças climáticas prometido pelas nações ricas. 

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