Miss Brasil transexual é presa acusada de dopar e roubar clientes durante programas

Mikaelly Martinez venceu o miss Brasil transexual do ano de 2019. Ela cometia os crimes no Rio, em São Paulo e em Santa Catarina

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Mikaelly Martinez, vencedora do miss Brasil transexual do ano de 2019 foi presa no último domingo (28) por agentes da Polícia Civil na Praia de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo com as informações, a mulher é acusada de ter dopado e roubado clientes durante seus programas.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que, conforme as investigações do caso, constatou-se que a suspeita tinha um roteiro pré-estabelecido para que os crimes fossem cometidos de maneira assertiva. Primeiro, ela conversava com seus clientes pelas redes sociais.

Depois disso, ela marcava os encontros em um hotel e, por lá, após afirmar que levaria mais uma amiga trans para que fosse realizado uma orgia, ela dopava as vítimas, levava tudo o que podia e deixava a pessoa no local. De acordo com Leandro Gontijo, delegado titular da 16ª DP, a mulher dopava as vítimas atraindo elas para programas sexuais ou, às vezes, até engando ser uma conquista sexual.

Mikaelly Martinez venceu o miss Brasil transexual do ano de 2019. Ela cometia os crimes no Rio, em São Paulo e em Santa Catarina.
Mikaelly Martinez venceu o miss Brasil transexual do ano de 2019. Ela cometia os crimes no Rio, em São Paulo e em Santa Catarina. (Foto: reprodução)

“Chegava no hotel surgia uma outra trans, que prometia participar da orgia. Ao homem era oferecida uma bebida e era colocado algum narcótico na bebida. Quando ele acordava já tinha tido seus pertences subtraídos etc. Transferências PIX realizadas”, detalhou o delegado.

Ainda segundo Leandro Gontijo, a suspeita não cometia os crimes somente no Rio de Janeiro. Isso porque as investigações mostraram que ela atuava também em outras cidades como São Paulo, Florianópolis e Balneário Camboriú.

Por fim, o delegado ainda relatou que certamente existem mais vítimas, mas, por vergonha, elas não deverão procurar a polícia. “É importante salientar que, caso existam outras vítimas – porque existem, mas as pessoas não registram por vergonha – que elas podem procurar a 16ª DP”, afirmou o delegado, que ainda relevou que essa não foi a primeira vez que a miss Brasil transexual foi detida: em janeiro de 2015, ela chegou a ser presa em flagrante por homicídio.

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