Ministro do STF defende medidas contra o feminicídio

Ele lamentou o assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, morta a facadas pelo ex-marido na véspera de Natal

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Luiz Fux, ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lamentou, nesta sexta-feira (25), o assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, morta a facadas pelo ex-marido na véspera de Natal.

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Em nota pública, o ministro do STF chamou o crime de covarde e se disse comprometido com o desenvolvimento de ações que identifiquem a melhor forma de prevenir e de erradicar a violência doméstica contra as mulheres no Brasil.

O crime ocorreu na última quinta-feira (24). A juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) foi esfaqueada, na frente das três filhas do casal. Autor do crime, o engenheiro Paulo José Arronenzi não tentou fugir e permaneceu próximo ao corpo da ex-mulher até a chegada da polícia.

Preso, ele não quis falar na delegacia e disse que só vai se manifestar em juízo, segundo informações da polícia. “A tragédia da violência contra a mulher, as agressões na presença dos filhos, a impossibilidade de reação e o ataque covarde entraram na nossa casa, na véspera do Natal, com a notícia do feminicídio da juíza de Direito Viviane Vieira do Amaral Arronenzi”, afirmou Fux na nota.

O ministro ressaltou que “deve ser redobrada, multiplicada e fortalecida a reflexão” sobre as medidas necessárias para garantir a efetividade da lei e das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Estamos em sofrimento, estamos em reflexão e nos perguntando o que poderíamos ter feito para que esta brasileira Viviane não fosse morta. Precisamos que esse silêncio se transforme em ações positivas para que nossas mulheres e meninas estejam a salvo, para que nosso país se desenvolva de forma saudável”, escreveu Fux.

Gilmar Mendes do STF também se pronunciou  

Pelas redes sociais, o ministro do STF, Gilmar Mendes, também comentou o episódio. De acordo com ele, o assassinato é “gravíssimo” e mostra que o feminicídio é endêmico no Brasil. “O combate a essa forma bárbara de criminalidade quotidiana contra as mulheres deve ser prioritário”, escreveu o ministro.

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