Ministério da Economia anuncia mudanças na balança comercial

Dados do Repetro e de importações com amparo do Recof estão entre as mudanças

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O Ministério da Economia anunciou nesta quarta-feira (7) a mudança na metodologia das estatísticas da balança comercial. Aliás, as principais alterações atingem dados oriundos do Repetro e de importações, tanto as amparadas pelo Recof quanto as relativas da energia elétrica gerada pela Usina de Itaipu.

A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) afirmou, em nota, que o objetivo das mudanças é “aprimorar a qualidade, a disponibilidade dos dados e aumentar a transparência dos processos de compilação e disseminação das estatísticas brasileiras de comércio exterior”.

A saber, houve a aplicação da nova metodologia em toda a série histórica, que teve início em 1997. Dessa forma, a comparação dos dados irá partir do mesmo ponto inicial. Isso quer dizer que os resultados obtidos nos anos anteriores podem ter sofrido mudanças.

Em resumo, essa nova metodologia já modificou os dados registrados em 2020. Com essa revisão, as importações recuaram 1,4% em relação aos dados divulgados anteriormente. Em contrapartida, o valor total importado avançou 1,6%. Já a corrente de comércio teve leve queda de 0,02%. Com tudo isso, o saldo comercial acumulado afundou 16,5%.

 

Repetro e Recof estão entre as mudanças

De acordo com o Ministério da Economia, haverá uma separação das informações sobre exportações e importações relacionadas ao Repetro. Nesse caso, as alterações envolvem plataformas e outros equipamentos utilizados na exploração de petróleo e gás, cuja fabricação ocorreu no Brasil.

Já em relação ao Recof, as importações agora serão consideradas efetivas, e não mais administrativas. Ao mesmo tempo, as importações de energia elétrica de Itaipu, comprada do Paraguai, também passarão por mudanças, já que possuem imunidade a taxas e impostos.

“São importações deduzidas do excedente de energia elétrica não consumido pelo Paraguai e transferido ao Brasil, sem cobertura cambial, em abatimento aos custos de construção da binacional”, afirmou o Ministério, que explicou que tais importações não passam por declarações no Siscomex.

Também há outras alterações relacionadas a frete e seguro nas importações, erro de digitação dos declarantes nas importações, retificação de registros históricos e aumento na segurança das informações envolvendo o modal de transporte e a unidade da federação.

Por fim, o Ministério da Economia afirmou que estas mudanças não atingem o mercado de câmbio e que não devem alterar os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mesmo havendo revisão pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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