México é país mais “mortal” do mundo para jornalistas, diz relatório

De acordo com dados de organizações internacionais, o México respondeu por um terço das mortes de jornalistas do mundo em 2020

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O México é o país mais “mortal” do mundo para jornalistas. Pelo menos é isso o que aponta um relatório do Comitê de Proteção dos Jornalistas. Trata-se portanto de uma organização que investiga os abusos contra a liberdade de expressão no mundo.

De acordo com esse Comitê, nove jornalistas morreram no México em 2020. Isso representa portanto um terço de todos os jornalistas mortos no mundo em 2020. E esse não é um cenário novo para esses profissionais por lá.

Ainda de acordo com os dados oficiais, 120 jornalistas morreram assassinados no México desde o ano de 2000. No último mês de novembro, três jornalistas morreram em um intervalo de 10 dias no país da América do Norte.

Segundo os analistas da área, um jornalista do México tem hoje mais chances de morrer do que qualquer jornalista que trabalha em uma zona de guerra. Isso acontece porque muitos jornalistas acabam tentando investigar casos de revelações sobre o crime organizado no país.

Muitos desses jornalistas acabam ganhando proteção do estado depois que fazem qualquer tipo de denúncia. Mas casos recentes mostraram que a situação não é das melhores nem com essa proteção. Há casos em que o guarda costas morre junto com o jornalista.

Jornalistas do México

Os membros da Comissão de Proteção de Jornalistas esperavam que esse cenário melhorasse a partir de 2018. É que o presidente Andrés Manuel Lopes Obrador prometeu criar medidas para proteger jornalistas neste sentido depois de vencer as eleições.

Ele venceu as eleições, mas ele não fez nada sobre esse assunto ainda. Aliás, ele acabou retirando o dinheiro de vários fundos de proteção dos jornalistas no país. Isso acabou elevando a fúria dessa classe trabalhista no México.

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