Mercado doméstico aéreo do Brasil tem pior desempenho do mundo em abril

Levantamento da Iata mostra que a demanda doméstica do Brasil despencou 60,9% em abril, maior queda entre os principais mercados avaliados

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O mercado doméstico do Brasil encerrou abril com uma marca a ser esquecida. De acordo com um levantamento da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o desempenho brasileiro foi o pior no quarto mês do ano entre os os principais mercados avaliados pela associação.

Em resumo, a demanda doméstica (medida em receita por passageiro por quilômetro transportado, ou RPK) no Brasil afundou 60,9% na comparação com abril de 2019, quando ainda não havia pandemia da Covid-19. Por isso, o mercado brasileiro conquistou o título de pior desempenho global no quarto mês deste ano.

Vale destacar que o Brasil enfrentou o pior momento da pandemia da Covid-19 em abril deste ano. O mês foi o mais letal desde o início da crise sanitária, em março do ano passado, com mais de 82 mil mortes. Foi também em abril que o país passou de 400 mil óbitos provocados pela pandemia.

Outro país que também sofreu bastante em abril foi o Japão, cuja demanda doméstica tombou 54,9%. Na sequência, ficou a Índia, que registrou queda de 42% em sua demanda. Nesse caso, o país vem marcando presença nos noticiários internacionais por ser, atualmente, o epicentro mundial da Covid-19.

Demanda dos países pesquisados cai 25,7%

Para ter uma ideia do forte tombo sofrido pelo Brasil, basta comparar com a média observada entre os países pesquisados. Enquanto a demanda doméstica brasileira despencou 60,9%, o recuo médio dos mercados domésticos globais retraiu 25,7% em abril, quando comparado ao mesmo mês de 2019.

Além disso, a oferta de assentos teve queda expressiva de 58,7% no Brasil, contra 15,3% na média global. Por sua vez, a ocupação das aeronaves caiu ainda mais no Brasil (-77,6%), superando mais uma vez a média global (-73,4%), mesmo que por pouco. Já o mercado global de passageiros, incluindo os voos internacionais, afundou 65,4% na demanda total. A oferta de voos também caiu (-54,5%), mas de maneira menos intensa.

Aliás, vale ressaltar que, apesar dos resultados negativos em abril, eles ainda ficaram melhores que os de março, quando a demanda doméstica afundou 66,9% na mesma base comparativa. Segundo a Iata, esse leve avanço aconteceu graças à melhora de alguns mercados domésticos, como a China.

Por fim, a Iata ainda indicou que a demanda internacional na América Latina retraiu ainda mais (-81,1%). Ao mesmo tempo, a capacidade caiu 75,8%, enquanto a taxa de ocupação internacional tombou 18 pontos porcentuais, para 64,6%.

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